Ele será julgado por quebra de decoro devido à agressão
O futuro político de Diogo Castilho (DEM), médico e vereador acusado de quebra de decoro parlamentar após agressões físicas contra a ex-noiva será decido nesta segunda-feira (7) na Câmara de Dourados. A sessão deve ocorrer por volta das 15h.
O vereador chegou a ser afastado do cargo em razão de uma primeira instauração de Comissão Processante, no entanto, retomou o mandato após o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul decidir que as provas usadas para sustentar o pedido eram ilícitas porque terem sido tiradas de um processo em segredo de Justiça.
Novas provas devem ser apresentadas na sessão de hoje, ficando a cargo da comissão a análise que decidirá o afastamento do vereador. Segundo informações, imagens de onde a vítima aparece com hematomas e ferimentos devem ser anexada as provas.
O pedido de instauração de uma nova Comissão Processante foi protocolado na Câmara Municipal no dia 28 de janeiro de 2022 pelos advogados Felipe Cazuo Azuma e Alberi Rafael Dehn Ramos, que sustentam a tese de quebra de decoro parlamentar do vereador. “A sociedade espera que as pessoas vivam e convivam em urbanidade, com respeito não apenas às leis, mas a todos do seu círculo de amizade, convivência e de trabalho”, ressalta Felipe Azuma.
“Quando se trata de pessoa pública, detentora de mandato eletivo e representante de um poder tão importante quanto o Legislativo, a sociedade espera que além de qualquer coisa o agente público atue com decoro já que ele representa a sociedade”, completa Felipe Azuma. “No caso concreto, o médico e vereador Diego Castilho faltou com o decoro inerente ao cargo e com o respeito que deveria ter com outra pessoa”, conclui o advogado.
A noiva alega que além de sofrer violência doméstica por mais de uma vez, o ex também teria ameaçado matar ela e toda sua família, caso a mesma realizasse denúncia cotra ele, alegando que ela acabara com sua vida política.
Ela ainda alega que o último episódio de agressões, só pararam com a chegada da Polícia Militar, quando a vítima adentrou na viatura da PM e se dirigiu até a Delegacia de Polícia onde registrou a ocorrência, narrou os fatos, afirmou que se a polícia não tivesse chegado que o vereador a teria matado e pediu medida protetiva de segurança.
Com informações: Dourados Informa




















