Swiatek no topo: primeira polonesa e 28ª a liderar o ranking da WTA

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(Fotos: Pixabay)

O último dia 4 de abril foi especial para a polonesa Iga Swiatek. A data marcou a chegada da tenista de apenas 20 anos ao posto de número 1 do mundo no ranking da Associação Feminina de Tênis (WTA, na sigla em inglês), se tornando a 28ª atleta a atingir o feito desde a criação da lista, em novembro de 1975. A façanha teve um gosto ainda mais especial: ela é a primeira jogadora de seu país a chegar ao topo da modalidade.

Apesar dos ótimos resultados neste início de temporada, sendo a única mulher da história a conquistar os três primeiros torneios WTA 1000 do ano, Swiatek só pôde chegar à liderança neste momento graças à retirada de Ashleigh Barty do ranking, após o anúncio surpreendente de sua aposentadoria, aos 25 anos e no auge da carreira. Isso porque a australiana mantinha uma enorme vantagem para suas concorrentes na pontuação geral.

Com o caminho aberto, a jovem polonesa não apenas agarrou a oportunidade como também vem mostrando a cada semana ser a tenista mais bem preparada para ocupar o posto. Em 2022, ela venceu 26 dos 29 jogos que disputou, sendo 17 triunfos consecutivos. Dos seus seis títulos na elite do circuito, três foram nesta temporada (Doha, Indian Wells e Miami) e o maior deles aconteceu em Roland Garros 2020. Ela ainda levantou os troféus de Roma e Adelaide, ambos em 2021.

As 28 líderes do circuito feminino

Ao longo dos quase 47 anos desde a primeira edição do ranking da WTA, 28 tenistas de 15 países diferentes ocuparam a primeira posição da lista.

Os Estados Unidos são os que mais tiveram representantes no topo do mundo, com oito ex-líderes. A Sérvia (contando os tempos de Iugoslávia) teve três. Com duas, aparecem Alemanha, Bélgica, Austrália, Rússia e Espanha. Já a Suíça, Dinamarca, Romênia, Belarus, França, Japão, República Tcheca e Polônia, apenas uma.

Quem por mais tempo liderou o ranking foi a alemã Steffi Graf, que passou 377 semanas como a tenista número 1 do mundo, sendo 186 consecutivas (recorde que ela divide com a norte-americana Serena Williams). Na sequência, Martina Navratilova (332) e a própria Serena (319) completam o top 3 das jogadoras que mais semanas estiveram no topo.

Swiatek no topo: primeira polonesa e 28ª a liderar o ranking da WTA

Lista completa:

  • 1. Steffi Graf (ALE) – 377 semanas
  • 2. Martina Navratilova (EUA) – 332 semanas
  • 3. Serena Williams (EUA) – 319 semanas
  • 4. Chris Evert (EUA) – 260 semanas
  • 5. Martina Hingis (SUI) – 209 semanas
  • 6. Monica Seles (EUA) – 178 semanas
  • 7. Ashleigh Barty (AUS) – 121 semanas
  • 8. Justine Henin (BEL) – 117 semanas
  • 9. Lindsay Davenport (EUA) – 98 semanas
  • 10. Caroline Wozniacki (DIN) – 71 semanas
  • 11. Simona Halep (ROM) – 64 semanas
  • 12. Victoria Azarenka (BLR) – 51 semanas
  • 13. Amélie Mauresmo (FRA) – 39 semanas
  • 14. Angelique Kerber (ALE) – 34 semanas
  • 15. Dinara Safina (RUS) – 26 semanas
  • 16. Naomi Osaka (JAP) – 25 semanas
  • 17. Tracy Austin (EUA) – 21 semanas
  • 18. Maria Sharapova (RUS) – 21 semanas
  • 19. Kim Clijsters (BEL) – 20 semanas
  • 20. Jelena Jankovic (SER) – 18 semanas
  • 21. Jennifer Capriati (EUA) – 17 semanas
  • 22. Arantxa Sánchez (ESP) – 12 semanas
  • 23. Ana Ivanovic (SER) – 12 semanas
  • 24. Venus Williams (EUA) – 11 semanas
  • 25. Karolina Pliskova (TCH) – 8 semanas
  • 26. Garbiñe Muguruza (ESP) – 4 semanas
  • 27. Evonne Goolagong (AUS) – 2 semanas
  • 28. Iga Swiatek (POL) – 2 semanas

Auge antes do ranking: as três lendas que não lideraram na WTA

Apesar de o ranking da WTA ter sido criado somente em 1975, vale mencionar três tenistas que foram as melhores do mundo em suas épocas, mas sem o registro oficial da associação feminina. São elas: a norte-americana Billie Jean King, a australiana Margaret Court e a brasileira Maria Esther Bueno.

Muito além do número 1 e dos seus 39 títulos de Grand Slam, Billie Jean foi uma das grandes mulheres da história do esporte. Ao longo de sua vitoriosa carreira, liderou boicotes, integrou o movimento “Original 9” (grupo que lutava por igualdade no tênis e deu origem à própria WTA) e ainda triunfou na épica “Guerra dos Sexos”.

A partida contra o ex-campeão de Wimbledon Bobby Riggs foi considerada um dos maiores confrontos da história do esporte, assim como a luta de Muhammad Ali contra Antonio Inoki e o histórico duelo entre Jesse Owens e o cavalo Julio McCaw, e virou filme em 2017, estrelado por Emma Stone.

Por sua vez, Margaret Court é até hoje uma das grandes campeãs do esporte e a maior vencedora de Grand Slam: são ao todo 62 troféus. Recordista de conquistas individuais em Majors, com 24 títulos, ela é seguida por Serena Williams (23 e ainda em atividade) e Steffi Graf (22).

Já Maria Esther Bueno é a maior tenista (entre homens e mulheres) da história do Brasil e considerada por muitos especialistas como a melhor atleta feminina do país em todos os tempos. Dos seus 19 títulos de Grand Slam, conquistados entre 1960 e 1968, sete foram em simples, 11 nas duplas e um nas mistas. Mesmo antes da inauguração da WTA, a ‘Bailarina do Tênis’ foi proclamada a melhor do mundo nos anos de 1959, 1964 e 1966.