A educação na escola deveria sempre ser transformadora e até mais especial, não diferente, em alguns casos de crianças/adolescentes, com alguma particularidade, como os Autistas e Síndrome Down. Mas, um fato absurdo teria sido totalmente ao contrario, onde um pai teve que procurou a Polícia Civil de Campo Grande, nesta quarta-feira (13), para denunciar que seus dois filhos autistas teriam sido agredidos por professor. Ele teria procurado por duas vezes, ao menos, a direção da escola, que não resolveu e assim, o pai procurou a policia. Veja abaixo, que em nota a Semed (Secretaria Municipal de Educação), disse que caso está sendo apurado e que as crianças estão recebendo amparo.
O fato ocorreu em um escola da Reme (Rede municipal de Ensino), na região do Aero Rancho, onde as crianças teriam sofrido até “reguadas” do dito ‘profissional’, que não teve nome revelado, mas foi registrado como agressor na Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente). O pai registrou um boletim de ocorrência, após descobrir que os dois filhos autistas teriam sido agredidos na escola municipal.
Os alunos, têm direito a um professor especializado para atendê-los em sala de aula, além do professor ‘normal’ de todos, chamado regente. No entanto, o ‘educador especial’, que deveria proporcionar melhor qualidade de ensino, estava os maltratando. Após a denuncia, a Semed aponta que direção da escola adotou todas as medidas necessárias ‘a fim de proteger as crianças em questão, mas também o professor, até que os fatos sejam integralmente esclarecidos’.
O genitor registrou que os filhos são gêmeos e estudam juntos, mas que nos últimos dias, passaram a demonstrar comportamento estranho e medo de ir para a escola. A família então conversou com os meninos, até que um deles revelou que ambos estavam sendo agredidos por um professor. Logo em seguida, o outro irmão confirmou a história.
Autistas agredidos foram reagredidos com régua
Após o ‘desabafo’ dos irmãos, eles contaram que quando não conseguiam realizar as atividades como os demais alunos, eles eram agredidos. Ao tomar conhecimento dos relatos, os pais foram à escola na sexta-feira da semana passada. “Procuramos a coordenação e solicitamos o afastamento do professor e a coordenação disse que resolveria isso”, afirmou o pai.
Contudo, a mudança solicitada não ocorreu, e ainda nesta semana, o professor continuou a acompanhar os meninos autistas em sala. E absurdamente voltou a agredi-los, e ainda pior, desta vez com uma régua. Os pais foram novamente à escola e conversaram com a direção. “A direção disse que não tinha conhecimento do ocorrido”, reclamou o pai.
Assim, o pai decidiu acionar a polícia via a DEPCA, para denunciar caso de maus-tratos em sala de aula. “Eles [filhos] passaram pelo atendimento psicossocial da delegacia que confirmou que estavam falando a verdade e que havia traumas das agressões”, pontuou.
O pai afirmou ainda que aguarda providências por parte da instituição de ensino, uma vez que nem mesmo os dados do professor foram cedidos ao pai para registro do boletim de ocorrência. “Disseram que vão fazer uma investigação interna”, explicou
Nota da Semed
Por meio de nota, a Semed disse que a direção da escola adotou todas as medidas necessárias ‘a fim de proteger as crianças em questão e também o professor, até que os fatos sejam integralmente esclarecidos’. Disse também que a mãe das crianças procurou a escola na sexta-feira passada e relatou que os filhos reclamaram do professor ter apagado a atividade no caderno e ter “encostado” no braço deles.
Na terça-feira (12) o profissional foi transferido para outra turma. Na quarta-feira (13), dois dias após a suposta agressão com a régua, o pai esteve na escola duas vezes e foi prontamente atendido pela direção, que solicitou tempo para verificar a nova denúncia.
“Menos de 30 minutos após a primeira visita o pai retornou a escola, e a direção explicou que ouviu outros quatro professores que estiveram com a turma e com o profissional de apoio e nenhum deles confirmou as acusações feitas pelos pais. Entendemos e confiamos no trabalho da DEPCA, porém cabe ressaltar que as testemunhas ainda não foram ouvidas na referida investigação (já que o caso só foi registrado ontem a tarde)”, diz a Semed.
“Outro ponto é que o professor em questão, que atua como profissional de apoio, está na função com os irmãos desde o início do ano letivo – no dia 3 de março – sem nenhum registro de problema. Além disso, o profissional, em nenhum momento fica sozinho com as crianças, em sala de aula o acompanhamento da professora regente (titular da turma) é integralmente presencial e ela afirma que tais fatos não aconteceram. A Semed preza pela total integridade das crianças, preservando o atendimento educacional. Pontuamos a necessidade de cautela para tratar casos como este”.





















