Depois de rever suas raízes nordestinas com ‘Sertões’, a cantora Maria Alice mergulha em sua herança de Mato Grosso do Sul, por meio da obra do também sul-mato-grossense, Paulo Simões, em novo álbum. Sob título de “Maria Alice Canta Paulo Simões”, que está saindo do forno, para ser lançado na próxima semana, em Campo Grande, o trabalho foi ‘sonhado’ a cinco anos e sendo gestado nos últimos anos. A construção da obra, paralisação via Pandemia Covid, dos últimos anos, chega em 2022 para vir a luz e provavelmente encantar a todos os fãs e amantes da música e dos dois artistas ‘prata da casa’.
Maria Alice conta que a ideia em homenagear o compositor nasceu da vontade da cantora realizar o primeiro disco inteiro dedicado ao artista da terra, autor de canções que já integram o imaginário musical de MS e do Brasil, entre elas, ‘Trem do Pantanal’, ‘Sonhos Guaranis’ e ‘Comitiva Esperança’. “Comecei a pensar, como que ninguém tinha ainda homenageado o Paulo Simões com um disco? Ele está, com certeza, na mesma galeria dos grandes compositores da música brasileira e é um dos principais letristas do País”, ressalta a cantora.
Assim, uma ideia que nasceu em 2017, agora está se tornando realidade pelo “Maria Alice canta Paulo Simões”, em novo álbum da cantora, que tem previsão de ser lançado na próxima sexta-feira (13). O projeto foi dividido inicialmente em 3 EPS, relembrando canções dos anos 90 e eternizadas por uma geração sul-mato-grossense. No total são 12 faixas em um único disco, repertório que foi escolhido a dedo após uma seleção cautelosa dentro de outras 50 canções de Paulo Simões.
O álbum final que chegará em todos os aplicativos de música no mês de maio, é formado por três EPS com canções como “D de Destino” (Almir Sater, Renato Teixeira e Paulo Simões), “Cubanita” (Paulo Simões e Almir Sater) e inéditas, como : “Velhos Amigos” (Paulo Simões).
O projeto distribuído pelo selo 3SONS, também ganhou vídeos das faixas-foco de cada EP e estão disponíveis no canal do YouTube da artista.
Ideia e seus caminhos
O álbum todo foi idealizado pela cantora Maria Alice, mas juntamente com a produtora Marruá, também contou com uma equipe muito especial em sua produção musical.
Maria Alice explica ou destaca sobre a realização da ideias e seus caminhos percorridos.
“Esse trabalho já está gravado há mais ou menos um ano, o andamento da pandemia nesse período foi determinando o adiamento do lançamento. Os arranjos e direção musical do projeto são do Gabriel de Andrade e de cara gostei da proposta que ele apresentava. E é meu primeiro trabalho com ele, fomos nos conhecendo melhor no processo, o que também definiu de certa forma a ‘cara’ desse disco. Tudo, mesmo que num primeiro momento possa parecer uma desvantagem, define a cara do que está sendo produzido, e essa junção de gerações diferentes, com referências musicais diferentes, ele é um instrumentista que tem muito proximidade com o jazz, deu novas leituras a músicas conhecidas do público. Sempre há uma construção coletiva, eu dou pitaco, o Gilson Espíndola que fez a direção vocal, o Anderson que fez a gravação e mixagem, enfim, quando entramos no estúdio todos participam da criação final, mas a base de tudo é determinada pela direção musical, que é do Gabriel”, disse Maria Alice.





















