
A tragédia por conta de estética e ‘beleza da moda’ volta a fazer vitima, matando uma jovem de apenas 20 anos, em Mato Grosso do Sul. Andressa Souza morreu no último sábado (9), após ficar 24 dias internada na UTI do Hospital da Vida, em Dourados, por conta de uma grave infecção decorrente de um piercing que ela havia colocado nos lábios e inflamou.
Andressa morava em Itaporã, a 16 km de Dourados, onde chegou a passar por uma cirurgia, mas não resistiu. Ela acabou sendo atingida por infecção, que pode ter sido pela aplicação do produto clandestino, bem como pela qualidade do mesmo e falta de cuidado. Mas, a causa foi a inflação constata por médicos, que atenderam no Hospital da Vida.
A irmã da garota, Soraya Tayana, ratificou o motivo da morte, que foi confirmado pela equipe médica. “Sim, depois do exame o médico confirmou. Inflamou foi para corrente sanguínea, que subiu para a cabeça”, disse Soraya.
Conforme registrado pela família, Andressa havia colocado o piercing há cerca de dois meses, mas a família não sabe onde e nem com quem, mas desconfia que tenha sido em Itaporã. “Ela foi em uma pessoa que nós não conhecemos e essa pessoa cobrou R$ 60, mas não sabemos se foi em clínica ou clandestino, mais foi aqui em Itaporã mesmo”, disse a irmã.

O corpo de Andressa foi sepultado no domingo (10), no Cemitério de Cristo Redentor.
A Fundação de Serviços de Saúde de Dourados (FUNSAUD), que administra o hospital, divulgou uma nota oficial onde comunica que é impossível relacionar o óbito da jovem com a colocação do piercing. “Não é possível afirmar que a evolução do quadro clínico da paciente até seu óbito tenha referência com a colocação do piercing”, detalha o comunicado, divulgado nesta terça.
Confira nota na íntegra:
“A paciente foi encaminhada para o Hospital da Vida que a unidade de referência em neurocirurgia, via vaga zero, pelo município de Itaporã/MS, no dia 15 de junho de 2022, com histórico de crise convulsiva e suspeita de comprometimento neurológico grave. Após admissão foi atendida pelas equipes de neurocirurgia e infectologia em ambiente de UTI. Foi abordada cirurgicamente para drenagem de abcesso cerebral, sendo mantida sob cuidados intensivos, evoluindo desfavoravelmente até a data do óbito (09/07/22) com diagnóstico de choque séptico e encefalite. Não é possível afirmar que a evolução do quadro clínico da paciente até seu óbito tenha referência com a colocação do piercing”.




















