Morador de MS que matou ex-mulher e filho em SP já tinha várias denúncias de violência

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(Foto: redes sociais)

A mudança ou fuga e a distancia de 1.102,4 km entre Ponta Porã, no sul de Mato Grosso do Sul e São Paulo capital, não resolveu a vida de Michelli Nicolich, 37 anos, após separação de casamento com Ezequiel Lemos Ramos, 39 anos. Ela, junto com seu filhinho de apenas dois anos, foram mortos pelo homem, então pai também da criança, na tarde desta segunda-feira (12), na cidade paulista, como o Enfoque MS noticiou mais cedo. O feminicídio foi então evitado em MS, com sua fuga do agora duplo homicida, que tinha contra si aqui no Estado, várias denúncias de violência domestica recentes.

Contudo, a mãe e o filho não escaparam da morte pelas mãos do então marido e pai, que viajou toda esta distancia para premeditadamente matar a mulher. Veja abaixo vídeo, onde ele ainda persegue a pé um carro em fuga e Michelli Nicolich já ferida não tem a sorte de escapar e bate veículo em um poste. O assassino então ratifica sua ação garantindo tirar a vida da ex-esposa, deferindo mais tiros, que atingem também o filho e pro sorte não mata o outro também.

Ezequiel Lemos Ramos morou com a ex-mulher e os filhos em Mato Grosso do Sul, porém, ela e as crianças deixaram o Estado há quatro meses após separação do casal.  No histórico do acusado existe várias denúncias, inclusive uma ocorrida recentemente, no último dia 19 de maio, após ameaça por violência doméstica e posse irregular de arma de fogo de uso permitido. 

Na ocasião, Ezequiel foi preso e na residência onde moravam apreendidas 152 munições. Ele é o famoso, atual liberado pelo presidente Jair Bolsonaro, CAC – colecionador de armas, atirador desportivo e caçador – e ainda havia se mudado para Ponta Porã, com intenção de estudar Medicina no Paraguai. Ironicamente pretendia pretendia ser agente de salvar vidas.

Vídeo

Vídeo de estabelecimento comercial próximo ao local do crime mostra o homem correndo a pé pela Avenida Rodolfo Pirani e em seguida atirando em direção ao Fiat Uno onde estavam a ex-mulher e dois filhos dele, o menino mais velho não foi atingido. O veículo chega a bater contra o poste, momento que o homem se aproxima e atira novamente.

Ezequiel Lemos Ramos foi preso em São Paulo (SP) momentos depois de assassinar, a tiros, a ex-mulher Michelli, e o filho mais novo do casal, Luiz Inácio Nicolich Lemos.  O caso ocorreu ontem, ainda próximo da escola onde a criança estudava, na Zona Leste da capital paulista.  O crime foi registrado no 49° Distrito Policial de São Mateus, onde Ezequiel passou a noite na carceragem. Nesta terça-feira (13), ele passa por audiência de custódia e deve responder por dois homicídios qualificados e uma tentativa de homicídio. Após o flagrante ao acusado, a Polícia Cicil pediu a prisão preventiva.

As duas vítimas chegaram a ser socorridas, foram levadas para hospitais da região, mas não resistiram aos ferimentos e morreram pelas 
Ezequiel, do CAC – colecionador de armas, atirador desportivo e caçador.

Crimes em Ponta Porã

No dia 19 de maio deste ano, Ezequiel foi preso em Ponta Porã, no Jardim Botânico, onde vivia com Michelli e os dois filhos, por ameaça (no âmbito da violência doméstica) e por posse irregular de arma de fogo de uso permitido. Na ocasião, a vítima contou que o casal teve discussão por ciúmes e, no dia dos fatos, o marido chegou da faculdade exigindo que ela saísse do imóvel.

Michelli, então, pediu um prazo. Armado com uma pistola, o marido passou a ameaçá-la, engatilhou a arma e apontou para a sua cabeça dizendo: “vou ficar longe de você pra eu não dar um tiro na sua cara, pra eu não ser preso, não preciso pagar pistoleiro, eu mesmo faço”.

Desesperada, Michelli saiu correndo e acionou a polícia. Na casa, foram apreendidos 152 munições. Ezequiel chegou a fugir, mas depois retornou e foi preso em flagrante. Indagado se tinha armas em casa, ele disse que era CAC e tinha deixado na casa de um amigo em Pedro Juan Caballero, no Paraguai.

À época, Micheeli pediu medida protetiva, mas 8 dias depois deixou Mato Grosso do Sul e se mudou para São Paulo. Ezequiel cursava medicina, no Paraguai e chegou a usar tornozeleira eletrônica enquanto respondia a processo por violência doméstica.