“Lava Jato vive e vai ‘chacoalhar Brasília novamente'”, diz Moro que não seria político

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(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Ao agradecer seus eleitores em uma postagem no Twitter, na noite de domingo (2), Sergio Moro (União Brasil-PR) disse que a Lava Jato vive e vai “chacoalhar Brasília novamente”. O ex-juiz da operação, que havia dito quem nunca seria político ou entraria para politica, foi um dos 27 senadores escolhidos no pleito deste domingo (2). Mas, o mesmo, a tempos já faz parte, interferindo no Legislativo nacional e tendo sido até ministro da Justiça e Segurança pública do atual governo de Jair Bolsonaro.

Moro recebeu mais de 1,9 milhão de votos no estado pelo qual concorreu, o Paraná, e derrotou seu padrinho político, Álvaro Dias (Podemos), que ficou em terceiro lugar. Paulo Martins (PL) foi o segundo mais votado. Bem como, ajudou a também eleger a mulher, Rosangela Moro (União Brasil), para a Câmara dos Deputados, mas pelo estado de São Paulo.

A ambição inicial do ex-ministro da Justiça do governo Bolsonaro era concorrer à Presidência pelo Podemos e, depois de não conseguir, a um cargo por São Paulo. Após o TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo) barrar a mudança de domicílio eleitoral dele para o estado, o ex-juiz se lançou à candidatura do Senado pelo Paraná.

Ao longo de sete anos, a força-tarefa da operação condenou mais de 174 pessoas em 1ª ou 2ª instâncias e determinou 1.455 mandados de busca e apreensão. Em 2018, seis meses depois de decretar a prisão do líder nas pesquisas eleitorais daquele ano, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Moro aceitou o convite para ser ministro da Justiça do presidente eleito Jair Bolsonaro (PL).

Resuminho

O ex-juiz viu uma sequência de derrotas da operação ao longo do mandato de Bolsonaro, com quem rompeu em 2020. No ano seguinte, Moro foi considerado parcial na ação que condenou Lula, solto após 580 dias na prisão.