A Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite terminou na última sexta-feira (30) com números bem abaixo do esperado. Segundo dados do Ministério da Saúde, apenas 54% das crianças entre seis meses e cinco anos, que formam o público alvo, foram imunizadas em todo o Brasil. No Mato Grosso do Sul, a média foi a mesma ante que nas duas maiores cidades foram antagônicas. Campo Grande marcou somente 23% e Dourados ficou acima da média estadual e nacional, apesar de também ficar abaixo da meta dos 95% recomendados.
Em Dourados, o grupo de crianças imunizadas ficou acima da média nacional, com pouco mais de 60%. Ou seja, das quase 14 mil crianças, 8.409 tomaram a vacina que protege contra a pólio e faz parte da rotina vacinal do PNI (Programa Nacional de Imunizações).
O resultado está muito longe da meta de 95%, que não é atingida há seis anos. A doença mais conhecida como Paralisia Infantil, até hoje ainda está erradicada no Brasil, mais já retorna em vários casos pelo Mundo, inclusive ou com maioria nos Estados Unidos.
O resultado douradense é melhor, mas mesmo assim preocupa o gerente do Núcleo de Imunização de Dourados, Edvan Marcelo Marques. Ele orienta os pais para que não deixem de vacinar os filhos. “A gente sabe que a vacina da pólio é comprovadamente eficaz e segura. A doença foi erradicada no Brasil nos anos 90 e estamos em 2022 correndo o risco de ter esse problema de volta por falta de cobertura vacinal”, aponta Edvan.
O gerente do Núcleo se refere a casos de poliomielite já registrados em outros países, alguns, inclusive, da América Latina e até nos Estados Unidos.
Campanha de ‘busca’ acabou, mas não acabou a vacina
Segundo Edvan, apesar do fim da Campanha Nacional, a vacina contra a poliomielite, e todas as outras que compõem o PNI, segue disponível em todas as unidades de saúde de Dourados, na cidade e nos distritos.
“Não podemos correr esse risco, de deixar nossas crianças desprotegidas e essa responsabilidade, além do Poder Público de oferecer os imunizantes, o que está sendo feito, é também dos pais e responsáveis. As vacinas estão disponíveis em todas as unidades de saúde”, completa.











