Publicado em 01/01/2018 13h31 – Atualizado em 01/01/2018 13h31
Seguro defeso em atraso deve ser pago a pescadores na próxima semana
Mais da metade dos pescadores profissionais do estado ainda não conseguiu receber nenhuma parcela do benefício.
G1 MS
Em Corumbá, no Pantanal de Mato Grosso do Sul, muitos pescadores profissionais estão com dificuldades para receber o seguro defeso, que é o benefício do governo federal destinado para as pessoas que sobrevivem da pesca e que neste período são proibidos de exercer a atividade, em razão da reprodução dos peixes (piracema).
Segundo a Federação Nacional de Pesca, o profissional que não recebeu o salário neste mês de dezembro, deve receber o benefício junto com a próxima parcela, prevista para ser liberada neste mês de janeiro.
O atraso está prejudicando pescadores como Lucilene Soares. Ela está há mais de um mês fora do rio e como a pesca sempre foi a única fonte de renda da família, neste período ela depende do seguro defeso. A pescadora diz que entregou toda a sua documentação no prazo, mas que houve um erro na digitação do número de inscrição social dela, o que pode ter provocado a demora para a liberação do recurso.
Outro pescador que enfrenta dificuldades com o atraso é Sebastião Lima. Ele conta que entregou tudo no prazo, mas que até agora nem sinal do benefício. “Só nos mandam esperar, mas está muito difícil”, comenta, completando que está recorrendo a “bicos” para conseguir pagar as contas. A ceia de Natal deste ano, só foi garantida com a ajuda dos filhos.
O problema não afeta somente a Lucilene e o Sebastião. Em Mato Grosso do Sul em 2017, mais de 3 mil pescadores deram entrada no pedido do seguro defeso nas colônias e sindicatos de pescadores, mas até agora, de acordo com o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), mas da metade deles ainda não conseguiu receber nenhuma parcela do benefício.
Segundo o INSS, essa demora no pagamento do benefício é por causa do número reduzido de servidores. Atualmente seis pessoas são responsáveis em analisar o pedido do seguro defeso dos pescadores de dez municípios do estado.
A Federação Nacional de Pesca diz que o que torna o processo mais lento são problemas com o cadastro dos pescadores.
A previsão, segundo o INSS, é que até o dia 8 de jaeiro, os pagamentos que não foram feitos, comecem a ser liberados.




















