O setor de comércios de Campo Grande deve oferecer 6 mil vagas temporárias para demanda de festas do fim de ano. A estimativa até nem é da parte contratante dos empresários, mas do SECCG (Sindicato dos Empregados no Comércio de Campo Grande), que vem calculando necessidades e está otimistas com números, apesar das dificuldades econômicas tanto do empresariado, bem como acima de todo pelo poder de compra dos consumidores.
Contudo, para preencher o quadro de funcionários com novas contratações, o comércio da Capital sul-mato-grossense prevê abir 6 mil vagas temporárias para suprir as demandas do setor durante as comemorações pelo Natal e Ano Novo. Mas, apesar da oferta, fatores podem influenciar na falta de interesse dos trabalhadores pelas vagas ofertadas, sem qualificação ou perfil de vendas do futuro candidato.
De acordo com o presidente Carlos Sérgio dos Santos, o mercado regional carece de profissionais qualificados, ou seja, que possuam experiência nessa época do ano. Mas, as expectativas para o Natal e Ano Novo, se mantém esperançosas com o período e acredita que a antecipação do 13º salário deve movimentar as compras.
“O comércio de Campo Grande conta com um contingente de 40 mil profissionais, aproximadamente. O pagamento do funcionalismo público em dia e a antecipação do 13º salário, tanto por órgãos públicos como pela iniciativa privada, vão contribuir para o fortalecimento desse nosso setor da economia, que certamente precisará de reforço de pessoal. Por isso estimamos em 6 mil novas contratações até dezembro”, afirmou.
Sindicato otimista
Para o presidente do sindicato, os trabalhadores também estão otimistas com essa reta final do ano, pois grande parte deles recebe comissões pelas vendas. Ainda conforme o titular do SECCG, há outro ponto positivo na contratação dos temporários, devido à possibilidade de efetivação ao quadro permanente das empresas, seja pela necessidade de um contingente maior de empregados ou pelo desempenho satisfatório de muitos desses profissionais.
Falta de formação
Os comerciantes da Capital enfrentam já algum tempo, dificuldades para aumentar o quadro de funcionários, principalmente para compor os temporários para a época. “Está complicado encontrar profissionais para suprir a demanda esperada.”, aponta Carlos Rogério, gerente de uma das unidades da Casas Bahia, no centro de Campo Grande.
Porém, Carlos diz que está muito confiante de que este ano superará, em pelo menos 30%, as vendas feitas em 2021 no mesmo período.











