Complexo onde 9 presos morreram tem 3ª rebelião em Goiás

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Publicado em 05/01/2018 06h13

Nova rebelião atinge Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia

Motim é o terceiro em uma semana e desta vez atinge uma unidade do regime fechado. Na segunda-feira, nove detentos do semiaberto morreram e 14 ficaram feridos****

G1

Uma terceira rebelião atinge, nesta sexta-feira (5), o Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital. Desta vez, o motim ocorre na Penitenciária Odenir Guimarães (POG), uma unidade de regime fechado do complexo – as outras duas foram na Colônia Agroindustrial do Regime Semiaberto . As forças policiais ainda não informaram se há vítimas. A primeira, na segunda-feira (1º), deixou 9 mortos e 14 feridos.

O conflito começou por volta das 4h30 desta sexta-feira, quando tiros começaram a ser ouvidos na região do Complexo Prisional. Policiais que trabalham na operação confirmaram à TV Anhanguera que os presos envolvidos no motim estão armados e fazem vários disparos.

A assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária (SSPAP) informou em nota ao G1 que a situação no local está “controlada” e um “procedimento de revista” começou a ser feito por volta das 7h.

De acordo com a Polícia Militar, foram deslocados policiais dos batalhões de Choque, Operações Especiais, Grupo de Radiopatrulha Aérea, além da cavalaria da corporação para a POG. Equipes do Corpo de Bombeiros também acompanham a movimentação no presídio.

Semana de conflitos
A primeira rebelião ocorreu na última segunda-feira (1º), no presídio onde ficam presos do regime semiaberto. Detentos invadiram alas rivais por meio de um buraco feito na parede de uma das celas, que ficaram destruídas após a ação. Nove pessoas morreram.

Na noite de quinta-feira (4), presos da Colônia Agroindustrial do Regime Semiaberto fizeram uma nova rebelião. A polícia interveio e controlou a situação. Não houve mortos ou feridos, mas um reeducando fugiu.

A assessoria de imprensa da Polícia Militar informou que várias equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), do Grupo de Radiopatrulha Aérea (Graer) e do Choque foram enviadas para controlar a ação. A área em volta da unidade foi isolada por policiais.

Em nota, o Governo de Goiás tratou o caso como uma “tentativa de invasão de presos da ala C nas alas A, B e D”. Disse que o serviço de inteligência da Secretaria de Segurança Pública já monitorava a situação e que “houve tentativa de explosão de uma granada e troca de tiros”, situação controlada pelos policiais.

Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia tem nova rebelião