Grupo que contesta a vitória de Lula nas eleições promete fazer passeatas, carreata e motociata
O feriado da Proclamação da República, que acontece nesta terça-feira (15), deve ser marcado por manifestações em Campo Grande contra o resultado da eleição presidencial deste ano, vencida por Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Desde que a vitória do petista foi confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), centenas de pessoas que contestam o pleito estão em frente ao quartel do Comando Militar do Oeste (CMO, na Avenida Duque de Caxias, na Capital. Para esta terça, o grupo promete um grande ato com passeatas, carreata e motociata.
Segundo mensagens que circularam em grupos de WhatsApp, a programação para hoje será:
Passeatas
- Às 9 horas, saindo da Base Área até o CMO;
- Às 16 horas, caminhada das mulheres saindo da igreja Perpétuo Socorro até o CMO;
- Às 18 horas, passeata e marcha dos reservista, saindo da rotatória Avenida Duque de Caxias com Avenida Afonso Pena até o CMO.
Carreata/Motociata
- Às 9 horas, saindo da Praça do Rádio Club até o CMO;
- às 15 horas, saindo do Aquário do Pantanal até o CMO.
A presença dos veículos nas ruas da Capital desrespeita ordens estabelecidas pelo TSE e o Supremo Tribunal Federal (STF). Em virtude dos bloqueios de estradas ao redor do país devido ao resultado das eleições, o Poder Judiciário determinou a desobstrução das vias e que os caminhoneiros envolvidos nas manifestações fossem identificados e multados.
Além disso, foi estabelecida multa para quem estacionar em acostamentos. A Justiça oficiou governadores, comandantes das Polícias Militares, diretores-gerais da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal e o Ministério Público para que as decisões fossem cumpridas.
A despeito das decisões, os manifestantes não dão indicações de quando pretendem desmobilizar o movimento.
Ontem (14), a Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG) emitiu nota de apoio as manifestações, considerando elas “democráticas e ordeiras”, no país e em Campo Grande. “Não constitui crime […] a manifestação crítica aos poderes constitucionais nem a atividade jornalística ou a reivindicação de direitos e garantias constitucionais, por meio de passeatas, de reuniões, de greves, de aglomerações ou de qualquer outra forma de manifestação política com propósitos sociais”, diz parte da nota.











