A Santa Casa de Campo Grande anunciou hoje, que a sua Organização de Procura de Órgãos (OPO) realizou, nesta segunda-feira (21), a 19ª captação de órgãos deste ano de 2022. Na oportunidade, também foram extraídas as córneas de uma mulher de 46 anos, que evoluiu para morte encefálica, após uma hemorragia cerebral e sem sucesso ao tratamento cirúrgico de reversão do caso devido à gravidade. Assim, a quantia deve proporcionar a chance de vida a mais cinco pessoas que já receberam ou receberão os órgãos, mas infelizmente não para algum paciente em Mato Grosso do Sul, pois se envia aos bancos nacional e ou ao paciente mais próximo de lista de espera.
Conforme a coordenação da OPO, o processo de doação foi efetivado a partir da autorização dada pela família que tomou a decisão de doar, ato que proporcionou uma nova chance de vida a cinco pacientes. “Foram captados o fígado, os dois rins e as córneas, sendo que apenas os tecidos ficaram no hospital para serem usados no tratamento de pacientes. O fígado extraído foi levado pela equipe de especialistas para Brasília, já ambos os rins, depois de captados pela equipe de Urologia da Santa Casa, foram encaminhados para o estado de São Paulo”, explicou Patrícia Berg, médica coordenadora da OPO.
A OPO apontou que essa importante ação contou com a ajuda da Força Aérea Brasileira (FAB) para o apoio logístico das equipes e dos órgãos para serem transplantados em tempo nos pacientes, que aguardavam por esta chance de uma nova qualidade de vida. E de acordo com os dados levantados pela OPO Santa Casa, as 19 doações feitas desde o início deste ano proporcionaram a captação de vinte rins, seis fígados e um coração.
A médica coordenadora da OPO, ressalta que o acolhimento dos familiares é uma das partes mais importantes no processo de doação. “A gente procura fazer o acolhimento da família desde a entrada do paciente, de forma a oferecer a essa família amparo e ajuda para passar por todo esse processo, a entender o que é a morte encefálica e a trabalhar este momento difícil e de luto que estão vivendo”, concluiu Patrícia Berg.
Com informações da Ascom Santa Casa de Campo Grande





















