Nova onda? MS volta a registrar mortes e tem aumento de internações por Covid

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O perigo passou, não se via mais tumultos e filas nos hospitais e postos de vacinação, a população se acomodou e até parou de se vacinar, não ampliado a imunização com as doses de reforço, as variantes continuaram a surgir, e assim, a Covid voltou ou está retornando. O Brasil todo já está com alta nos números de casos e até mortes, incluindo Mato Grosso do Sul. Apesar de a ‘olhos nus’ não serem números drásticos, como nos auges da Pandemia no inicio de 2020 e em explosão no terceiro trimestre de 2021, mas a quantia já preocupa a quem entende a fundo do assunto. MS já deixa sete Estados, entre os 27 para trás, e a baixa adesão a continuidade à vacinação, aumenta risco de nova onda de Covid.

O boletim Infogripe da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), divulgado nesta terça-feira (29), indica, que Campo Grande está entre as 19 das 27 Capitais do país com sinal de crescimento na tendência de aumento de casos a longo prazo. E pelo mapa dividido por microrregiões do Estado, se tem três das quatro regiões, com nível de casos semanais considerado alto e apenas no Bolsão (região de Três Lagoas) tem índice pré-epidêmico. Assim, a preocupação já em alarme, aponta que MS já apresenta indícios de que vive o início de uma ‘nova onda’ da Covid.

O divulgado ontem, Infogripe Fiocruz, além de apresentar alta nos números de casos confirmados, tem o Estado entre os 20 do País, que também passa por aumento nas internações, quando a doença avança a quadro mais grave. E como inicialmente, março de 2020, os pesquisadores apontam que a maioria desses casos ocorrem em idosos, acima de 60 anos, que tem de certo modo, vencida a proteção das então vacinas aplicadas a mais de um ano.

Óbitos – Conforme a Fiocruz, o segundo sinal de alerta é a volta das mortes. Após semanas sem óbitos, casos fatais voltaram a ocorrer e sete, sim 7, pessoas morreram esta semana no Estado por conta da doença. Entre as vítimas desta semana, está um bebê de 1 ano. Dessa forma, chega a 10.855 o número de mortes pelo coronavirus em MS, somados desde março de 2020.

Considerado altomascaras e vacina devem voltar

O coordenador do InfoGripe, Marcelo Gomes, recomenda que a população se proteja da exposição ao vírus SARS-CoV-2 com a utilização de máscaras adequadas em locais como transporte público, locais fechados ou mal ventilados, aglomerações, e nas unidades de saúde. Ele orienta a preferir máscaras do tipo N95 ou PFF2, que são mais eficazes no bloqueio do vírus.

Outra preocupação, ao risco de nova onda de Covid, é a baixa adesão a continuidade da vacinação, com os reforços que pararam de ser tomadas, além de grupos de jovens de 18 anos para baixo, e crianças de todas as idades, que foram liberadas a serem imunizada, mas pais não estão procurando a imunização.

Apenas 10% da população de Mato Grosso do Sul está com esquema vacinal completo, as quatro doses, contra a Covid-19, e assim, de fato, 100% protegida.

Com o baixo nível de reforço aplicado, o infectologista Julio Croda, afirma que pode haver agravamento de casos e até mortes. Para o professor da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), o Brasil está vivendo uma nova onda de Covid-19, com aumento de casos recente.

“Até o momento os casos são sem gravidade, por causa da vacina. Mas, podemos ter aumento da gravidade e óbitos, justamente pela baixa cobertura nas doses de reforço”, diz Croda.

“Reforço é importante porque a proteção cai ao longo do tempo, cai mais em idosos. Por isso é importante que acima de 60 anos tenha 4 doses. Mas, quem tem três doses já tem uma proteção bastante elevada”, afirma Croda.

O especialista ainda aponta que baixa vacinação em crianças é preocupante.

Aumento de casos preocupa conselho de saúde

Segundo a presidente do Cosems/MS (Conselho das Secretarias Municipais de Saúde de MS) e secretária em Santa Rita do Pardo, Maria Angélica Benetasso, os dirigentes estão em alerta, principalmente nesta época do ano, onde ocorrem reuniões e maior circulação de pessoas.

“Faz duas semanas que os casos aumentaram muito. Situação que nos preocupa, pois com as férias de final de ano a movimentação das pessoas cresce. Se não redobrarmos os cuidados a tendência é aumentar”, diz.

Reforço liberado para quem tem mais de 18 anos

Diante do aumento de casos, a prefeitura de Campo Grande ampliou para 18 anos a idade mínima para tomar as doses de reforço da vacina contra covid.

A aplicação foi autorizada pela Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) na segunda-feira (28) e segue tendência em todo o País, que enfrenta ameaça de uma nova onda da doença.