Foto com fuzil e ameaça a petistas rende demissão de agente de secretaria municipal da Capital

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A estória que vem se repetindo nos últimos anos, pelo Brasil, que após o ‘leite derramado’, ao repercutir propagação de ódio e incitação ao crime, se diz que foi brincadeira ou erro que não era para ser cometido, veio a tona nesta sexta-feira (6), em Campo Grande. Assim, foi o mesmo argumento do agente patrimonial Lucas Silva Falcão, ao ser demitido, após ser pego só dizendo que “tô pronto se precisar atirar em petista”. Ele, como de outros episódios, estava armado com um fuzil e teria direta ou indiretamente ameaçado grupo de pessoas, com imagem e frase usada em rede social.

Mas, agora Lucas diz que ‘foi engano’ o fato, mesmo este registrado em vídeo ou foto que tiveram tempo de serem feitos e postado na rede mundial, com a ‘inocente’ mensagem. Porém, a ‘brincadeira’ com teor de crime e violência, rendeu a Lucas repercussão e demissão sumária de cargo público que ainda ocupava em área sensível, em escola da Semed (Secretaria Municipal de Educação) da Capital. Ele estava servidor público, mas de forma sem vinculo efetivo, pois havia sido contratado em seletiva da secretaria em função como CLT (Contrato de Leis Trabalhista). Assim, era sem vinculo como servidor público concursado efetivo.

O fato da demissão, se iniciou com o servidor público que compartilhou foto segurando fuzil em grupo de WhatsApp de professores e funcionários de uma escola municipal da Capital. Além do registro visual com a arma pesada, o agente patrimonial falou e escreveu a mensagem: “tô pronto se precisar atirar em petista”.

Conforme nota da Semed, o agente patrimonial foi desligado das funções nesta sexta-feira, dia 06 de janeiro. No comunicado, a pasta explica que o servidor foi contratado por meio de processo seletivo, sendo assim, o desligamento não tem necessidade de ser divulgado em Diário Oficial. “A Semed lamenta o ocorrido e esclarece que não é conivente com qualquer conduta que fomente a violência”, disse em nota.

Servidor diz que foi por ‘engano’

O então servidor público se apresentou como Lucas e confirmou ter enviado a foto no grupo. Questionado sobre o motivo de ter compartilhado as mensagens, o agente patrimonial disse que o fez por engano. Ele aponta que era para ser publicada em grupo de amigos de caça. “Quis brincar com eles, porque sabiam que a arma é de airsoft, nunca teve brigas no grupo sobre política; Assim que eu vi que foi errado eu apaguei e comuniquei a minha chefia”, explicou.

Lucas disse que estava comemorando a virada do ano, e um conhecido ofereceu a arma para ele fazer o registro. “Assim que mandei a foto e a mensagem, apaguei. Apaguei no mesmo minuto. A diretora da escola está ciente da situação. Eu escrevi a mensagem por engano e logo depois avisei minha chefia. A foto eu enviei errada, e a mensagem foi o corretor ortográfico”, disse o rapaz.

O agente patrimonial relatou ainda, por incrível que pareça, que a mensagem foi um equívoco do corretor ortográfico, mas não disse o que pretendia escrever na mensagem.

Foto com fuzil e ameaça a petistas rende demissão de agente de secretaria municipal da Capital

‘Tom de ameaça’

A brincadeira, mesmo que fosse somente, já seria de mau gosto, o que professores e outros servidores da escola municipal onde o servidor trabalhava, não acharam. Todos informaram que se sentiram ameaçados com as mensagens e a foto publicada por Lucas.

A foto foi publicada no dia 31 de dezembro em um grupo de WhatsApp com professores e outros servidores da escola Alcídio Pimentel, que fica na Vila Carvalho, região sul-central de Campo Grande.

Depois que a foto foi publicada, alguns servidores reagiram a mensagem e outros “printaram” a publicação, que acabou sendo compartilhada em outros grupos de funcionários públicos de Campo Grande.

“Fiquei preocupada, isso é ameaça. A pessoa está ameaçando. Muitas pessoas estão preocupadas”, disse a professora Eugênia Portela, que compartilhou a foto das mensagens nas redes sociais.