Após recusar fazer ‘lotação’ motorista de APP tem carro quebrado em bairro em CG

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O caso foi registrado na Central de Flagrantes da Polícia Civil (Foto: Divulgação)

O trabalhador além de passar apertado, sofrer rodando de carro por horas, não ser bem remunerado, ainda tem gente para lhe causar violência e prejuízo, pelo mesmo seguir a Lei e a lógica de não fazer lotação em carro de passeio. Assim, após recusar fazer ‘lotação’, um motorista de aplicativo de Campo Grande teve o carro quebrado por não transportar cinco passageiros, onde cabem quatro sentados. O fato de ter que um ir sentado no colo do outro, é perigoso e proibido, pelo Código Nacional de Trânsito, a qualquer veículo, e, acima de tudo em transporte público de passageiros.

O profissional teve o carro quebrado na madrugada deste sábado (25), na Rua Francisco Galvão Pain, no Residencial Estrela Park, região Noroeste da Capital, na saída para Três Lagoas. De acordo com o boletim de ocorrência, o homem atendeu ao chamado de corrida e chegando ao local percebeu que eram cinco passageiros. Para não ultrapassar o número de pessoas permitidas dentro do carro pela lei, ele recusou o transporte.

Conforme o motorista registrou na polícia, entre os passageiros estavam três homens e duas mulheres, onde todos ficaram irritados com a ‘atitude’ do Aplicativo. E iniciando a avaria no veículo, um dos rapazes começou a bater no veículo usando um capacete e quebrou o vidro do lado esquerdo do veículo. Os demais bateram na lataria e chegaram a danificar/amassar parte do carro.

A vítima, que não identificamos, para a mesma não sofrer outras represálias, aponta um prejuízo estimado de R$ 400, somente pelo vidro, até onde ele ‘sabe’ do custo. “Além dos susto, medo de violência maior, o prejuízo deve ser maior, porque também devo ter que ficar um meio dia, ao menos, ou mais parado com caro no conserto. Além de não pesar o carro, estava cumprindo a Lei e pela segurança do próprio passageiro”, mencionou o motorista.

À apurar

O caso foi registrado na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol como dano e a polícia deve ouvir depoimento da pessoa que realizou o pedido de corrida pelo aplicativo.