Rogério Galloro toma posse como novo diretor-geral da Polícia Federal

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Publicado em 02/03/2018 10h03

Rogério Galloro toma posse como novo diretor-geral da Polícia Federal

Ele irá substituir Fernando Segovia, demitido após três meses no cargo. Galloro é tido na corporação como um profissional de perfil técnico e discreto.

G1

O novo diretor-geral da Polícia Federal, Rogério Galloro, tomou posse nesta sexta-feira (2) em uma cerimônia no Ministério da Justiça, em Brasília.

Galloro, que até então era o secretário nacional de Segurança Pública, assume no lugar de Fernando Segovia, demitido após desgaste no governo provocado por declarações que causaram polêmica.

A substituição de Segovia, que permaneceu por pouco mais de 3 meses no cargo, foi uma das primeiras medidas tomadas pelo ministro Raul Jungmann na recém-criada pasta da Segurança Pública, à qual a Polícia Federal passou a ser subordinada.

Galloro já escolheu os delegados que atuarão nos cargos de confiança da cúpula da instituição. Os nomes são ligados a Leandro Daiello, ex-diretor-geral, com quem Galloro trabalhou diretamente, como diretor-executivo da PF. A escolha, porém, ainda precisará do aval de Jungmann.

Dias após anunciar a troca no comando da PF, o ministro Jungmann disse em entrevista que a Operação Lava Jato seguirá como prioridade da PF.

Perfil

Segundo o blog do Matheus Leitão, Galloro é apontado dentro da corporação como um profissional cauteloso e discreto, investigador de perfil bastante diferente do seu antecessor, Fernando Segovia.

De perfil técnico, Galloro ocupava o cargo de secretário nacional de Justiça, órgão do Ministério da Justiça, mas o seu nome já era cotado para a direção da PF desde o fim do ano passado, quando Leandro Daiello deixou o comando da PF após quase sete anos.

Galloro era o preferido do ministro da Justiça, Torquato Jardim, mas acabou perdendo a nomeação diante do apoio da cúpula do PMDB a Segovia.

Na época, além de ser o braço direito de Daiello, Galloro atuava no Comitê Executivo da Interpol.

Ele ingressou na Polícia Federal em 1995 e ocupou cargos como adido em Washington, diretor-executivo, diretor de Administração e Logística, superintendente em Goiás, além de chefe-adjunto em Pernambuco e da Divisão de Passaportes. Chefiou ainda o grupo de inteligência policial e fiscalização de drogas do Estado de São Paulo.

Antes de entrar na PF, exerceu a função de conciliador de um juizado informal na comarca de Votuporanga (SP) e foi oficial de Justiça no Tribunal Regional do Trabalho em Campinas (SP).

Galloro fez um discurso na solenidade de posse no MInistério da Justiça (Foto: Fernanda Calgaro/G1)