PF visa identificar hoje em três Estados financiadores de atos golpistas e já apreende bens de empresário em MS

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Palácio do Supremo Tribunal Federal destruído, após distúrbios antidemocráticos no 08, de janeiro (Foto: Valter Campanato - AB)

O Enfoque MS noticiou logo cedo que PF deflagra 11ª fase da Operação Lesa Pátria em MS e mais dois estados , dando anuncio e dados gerais da ação já no inicio da manhã desta quinta-feira (11). Agora, com mais detalhes divulgados, a PF aponta que visa e quer identificar os financiadores de atos golpistas de janeiro em Brasília, que culminou com quase destruição, além da Democracia no Brasil, de todos os prédios sedes dos três Poderes da República.

Veja abaixo, que a ‘Lesa Pátria’, hoje, visa ainda rastrear e ‘pegar’ recursos financeiros dos possíveis acusados pegos hoje, como já aconteceu na cidade de Maracaju, na região sul de Mato Grosso do Sul. A PF-MS levou veículos e malote de casa de empresário suspeito do ato antidemocrático.

“O objetivo é identificar pessoas que financiaram e fomentaram os atos de 8 de janeiro, quando o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF) foram invadidos e depredados. Estão sendo cumpridos 22 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo STF, em São Paulo, no MS e no Paraná, apontou a PF.

Conforme dados desta ação ‘na ruas’ hoje, além dos mandados, foi determinado também o bloqueio de bens, ativos e valores dos investigados até o limite de R$ 40 milhões para cobertura e ressarcimento dos danos causados ao patrimônio público. “Os fatos investigados constituem, em tese, os crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, associação criminosa, incitação ao crime, destruição e deterioração ou inutilização de bem especialmente protegido”, destacou a PF em nota. 

Empresário de MS tem bens apreendidos

A casa do empresário Adoilto Fernandes Coronel, em Maracaju, a 163 km de Campo Grande, foi alvo de buscas na manhã desta quinta-feira, no âmbito da Operação Lesa Pátria, que apura financiadores dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro contra o prédio dos três Poderes, em Brasília (DF). Do imóvel de Adoilto, a Polícia Federal saiu com dois veículos e um malote.

Um dos mandados foi cumprido no imóvel de Adoilto, que fica no Bairro Porto Belo, em Maracaju. Adoilto já foi denunciado pela AGU (Advocacia-Geral da União) pelo financiamento dos atos antidemocráticos e, inclusive, teve bens bloqueados. Ele teria financiado dois ônibus para levar pessoas até Brasília.

O empresário negou qualquer participação e disse que provaria sua inocência.

Lesa Pátria ‘sem fim’

Ainda de acordo com a corporação, as investigações continuam em curso e a Operação Lesa Pátria se tornou permanente, com atualizações periódicas acerca do número de mandados judiciais expedidos, pessoas capturadas e foragidas. 

Já em julgamento

Com ações e investigações da PF, após transformadas em inquérito de denuncias da PGR (Procuradoria Geral da República), e, encaminhadas a avaliação/julgamento do STF, atualmente, já se tem quase 1.350 pessoas acusadas, que foram presas à época, sendo que ainda há cerca de 250 detidas em Brasília.

Do total, da segunda quinzena de abril até esta semana, o STF já julgou e transformou em réus 550 acusados, sendo 14 de Mato Grosso do Sul, que agora responderam oficialmente em processos judiciais, pelos crimes citados acima e podem ser condenados a até quase 30 anos de prisão.

Acesse os links abaixo de matérias do Enfoque MS, que já noticiaram os então três julgamentos, totalizando os 550 e que nesta semana está em curso, a quarta listagem com mais 250 acusados.

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