Indígenas protestam em delegacia e pedem prisão de suspeito de matar jovem

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Publicado em 10/04/2018 10h45

Indígenas protestam em delegacia e pedem prisão de suspeito de matar jovem

Grupo de aproximadamente 50 indígenas protestam nesta manhã em frente ao 2º Distrito Policial de Dourados pedindo a prisão de Adelson Carmem David, 30, principal suspeito pelo assassinato de Bruna Peixoto, 22. Ela estava desaparecida desde o dia 31 de março e seu corpo foi encontrado no dia 2 de abril com marcas de asfixia na região da Aldeia Panambizinho.

De acordo com a mãe da vítima, Fátima Benites, a intenção do ato é pressionar para que a Justiça seja feita o mais rápido possível.
“Queremos justiça e respostas para a morte da minha filha, quero ver o assassino dela preso”.

Adelson se apresentou no 2º DP no dia 5 de abril e negou ter cometido o crime. Ele confessou ter dado carona à jovem no dia de seu desaparecimento e disse ser conhecido do pai dela.

No relato ao delegado Cristian Carvalho, ele disse que a deixou nas proximidades de onde seu corpo foi encontrado e retornou para casa.

Apesar da justificativa, documentos do rapaz acabaram apreendidos na mesma região e após depor, ele deixou o local para responder em liberdade.

Para a mãe da jovem, caso o responsável pelo crime não seja preso, grupo de indígenas prometem fechar a MS-156, rodovia que liga Dourados a Itaporã. “Estamos pedindo por Justiça e pela prisão do responsável pelo crime. Se isso não ocorrer, vamos nos organizar e fechar a rodovia. Não vamos aceitar impunidade”, relatou Fátima.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, oitivas estão sendo realizadas e o inquérito deve ser finalizado nos próximos dias, conforme determina a legislação. A partir dos procedimentos, fará a representação pela prisão ou não do rapaz.

“As provas no meu ponto de vista são frágeis, diz advogado de Adelson, Nilson Alexandre Ele alega que não cometeu o crime contra a indígena. Era amigo do pai dela, esteve na residência dela por volta das 9h e ela pediu carona. A deixou no local e depois voltou para sua residência, não tendo mais nenhum contato com a vítima”, disse Nilson.

Ddos News

Grupo se concentrou em frenta ao 2ºDP - Crédito: Osvaldo Duarte