Marquinhos Trad com ‘problemas’ é vetado no PSD da Capital que fica com Pedrossian na presidência

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PSD escolheu Pedrossian Neto (atrás de Nelsinho) para assumir o diretório municipal da Capital. (Foto: Divulgação PSD)

O ditado ‘rei morto, rei posto’ é difícil de ser revertido. A política também é muito ‘dinâmica’ e vemos vendo, apesar que a ‘vitimas’ vem aceitando resultados, como é ‘perder o poder’. Assim, vem ocorrendo com o ex-deputado e ex-prefeito de Campo Grande, por duas vezes, Marquinhos Trad, que acaba de perder comando do partido de seu partido, o PSD, na Capital, que o vetou da presidência e colocou oa tual deputado estadual Pedrossian Neto, no comando do diretório municipal, e que ainda pode ser o ungido para até disputar prefeitura da Capital.

Conforme anuncio de novo comandante, a escolha foi por ‘unanimidade’ de lideranças presentes, com aval de Marquinhos, após pressões de ‘se retirar’, devido a seus ‘problemas’ com a Justiça e perde de prestigio e atuação na política local, azeitado pelo pífico desempenho eleitoral em 2022.

Assim, Pedrossian Neto, foi escolhido como novo presidente do PSD em Campo Grande, sendo anunciado, na rede social, pelo presidente estadual do partido, senador Nelsinho Trad, que é irmão de Marquinhos e também administrou a Captial por dosis mandatos (2005 a 2012). ”O PSD de Mato Grosso do Sul definiu o nome do deputado estadual Pedrossian Neto para assumir o diretório municipal da legenda em Campo Grande. Essa escolha foi respaldada por todos os vereadores do PSD que se fizeram presentes e pelo ex-prefeito Marquinhos Trad”, postou Nelsinho.

Contudo, o partido que está ou estava em crise, devido a demora de decisão deste comando e até apontada inercia do presidente estadual, a reunião não teve um bom quórum. Na reunião que ocorreu nesta segunda-feira (17), apenas Coringa, Otávio Trad e Professor Riverton participaram do encontro. Beto Avelar, Delei Pinheiro, Tiago Vargas, Silvio Pitu e Valdir Gomes não compareceram.

Com isto, um PSD que conta com a maior bancada na Câmara Municipal, com oito parlamentares, inclusive o líder da prefeita Adriane Lopes (PP), Beto Ovelar é da sigla, ratifica o que vem sendo externado, que a sigla vive com a perspectiva de debandada dos parlamentares. Com a abertura da janela partidária entre março e abril do ano eleitoral, o que o ex-prefeito trata como algo natural, já que apenas Junior Coringa é do “PSD raiz”, sendo que os demais vieram de outros partidos.

Marquinho já vinha sendo contestado

A possibilidade de veto ou rebelião contra a Marquinhos, já vinha sendo ‘jogada’ na realidade, vereadores falavam abertamente da preocupação de Nelsinho em entregar o partido para Marquinhos, após eleição tumultuada para o governo do estado em 2022, resultando até em briga feia com acusações de sabotagem ao PSDB, que era parceiro, mas lançou candidato e venceu o pleito com Eduardo Riedel.

Porém, Marquinhos chegou a declarar, por diversas vezes, que assumiria o partido na Capital. Mas ontem, em reunião com a participação dele, inclusive, ele viu Pedrossian assumir o cargo. “Estou feliz e honrado com a missão que o partido me deu. Nós temos um grande desafio que é fazer a união dos quadros e a reconstrução do PSD, que é um partido relevante nacionalmente”, afirmou o deputado Pedrossian Neto.

Após o encontro, Marquinhos disse que o partido decidiu, justificando até que como existe a possibilidade dele, ‘voltar ao inicio’ e disputar uma vaga na Câmara de Vereadores, a legenda decidiu por alguém de fora da futura disputa.

Marquinho também pontuou que o PSD, decidiu que vai lançar um nome para disputar a Prefeitura de Campo Grande nas eleições do ano que vem. E o nome escolhido seria o do próprio Pedrossian Neto, herdeiro do ex-governador Pedro Pedrossian e ex-secretário de Finanças da Capital na gestão de Marcos Trad.

“Nós vamos ter candidato, o próprio que assumiu a municipal. Acredito que [Pedrossian] seja preparado, tecnicamente qualificado, e vem de uma família tradicional, que tem trabalhos prestados tanto na Capital quanto no Estado”, disse Marquinhos, sem, como se vê, citar o nome de seu então novo comandante.

Não seria novidade veto

O ex-prefeito tentou justificar lembrando o passado de decisões semelhantes e que o PSD “é um partido extremamente democrático” e os membros da legenda entenderam que a presidência municipal não poderia ficar com alguém que pode disputar a vereança em 2024, como é o seu caso.

“Sempre foi assim. No passado, alguns vereadores queriam, mas a gente teve que colocar o [Antonio] Lacerda e depois o [Robison] Gatti, que eram pessoas que não iriam disputar eleição à Câmara”, explicou Marquinhos. “Isso interfere. [O presidente] tem privilégios, sai à frente dos demais. Se não houvesse a minha pretensão e a possibilidade de eu ser [candidato], nada impediria de eu ser o presidente do PSD municipal”.

Candidaturas passada e futura

Assim, a candidatura a vereador pode ser uma tentativa de Marquinhos recomeçar a carreira política após o escândalo de assédio sexual contra 16 mulheres, que lhe desgastou na campanha ao Governo. 

Ao longo da campanha, com a ofensiva da Polícia Civil, o ex-prefeito despencou nas pesquisas do primeiro lugar para a 6º colocação com a abertura das urnas, só ficando na frente dos candidatos a governador do PSOL e PCO.

No entanto, Marquinhos defende que esses fatos não tiveram impacto na decisão do partido e ainda afirma que, em Campo Grande, teve mais votos que Eduardo Riedel (PSDB) no primeiro turno. Foram 76.102, contra 72.077. Capitão Contar (PRTB, com 130.972) e André Puccinelli (MDB, com 107.260) foram os mais votados na Capital.

O PSD sinaliza um rompimento com a prefeita Adriane Lopes (PP). Inicialmente, o partido cogitava apoiar a sua reeleição. Marquinhos deu entrevista defendendo um segundo mandato para a antiga parceira.

No entanto, Adriane tem procurado, aos poucos, se distanciar da gestão de Marquinhos. Em mais de uma ocasião, ela enfatizou que era vice e não tinha poder nem gerencia na administração do antecessor.

A prefeita e Pedrossian Neto até trocaram farpas sobre as finanças do município. Ela insinuou que o rombo nas contas foi deixado pelo antecessor. O deputado rebateu a prefeita e garantiu que deixou dinheiro garantido para quitar contas e salários.