Lojistas da Capital cobram rigor em casos de prisão reincidente

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Publicado em 08/05/2018 18h21

Lojistas da Capital cobram rigor em casos de prisão reincidente

Empresários encaminharam carta de repúdio à imprensa

Correio do Estado

A morte do pedreiro, Antônio Marcos Rodrigues de Souza, 34 anos, esfaqueado no pescoço ao tentar auxiliar uma mulher na região central da cidade, causou indignação e reação dos empresários da região.

O crime aconteceu por volta das 8h, no cruzamento das avenidas Calógeras e Mato Grosso e o autor, Alexandre Moreira de Moraes, foi preso horas depois e confessou o crime.

Diante do homicídio de um cidadão que tentou auxiliar uma pessoa que não conhecia, a Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) enviou um documento cobrando da justiça mais rigor no julgamento de pessoas como Alexandre, que já foi preso seis vezes.

“Representamos mais de 3.500 lojistas e em conjunto com o Conselho de Segurança da Região Central, buscamos uma solução para a questão da violência em Campo Grande. Até o momento nossa maior ajuda veio das polícias Civil, Militar e Guarda Civil Municipal”, observa o presidente da entidade, Adelaido Vila.

Na avaliação do dirigente, mesmo com apoio das equipes de segurança, é preciso que a justiça seja mais efetiva e mantenha os bandidos na cadeia. “Precisamos que o judiciário fique ao lado das verdadeiras vítimas, que são as mulheres e homens que trabalham, que vivem de acordo com a lei e que buscam o melhor para o país”, acrescenta.

CADASTRAMENTO

A prisão foi efetuada ontem, no final do dia, pela Polícia Militar e o 1º tenente da PM, Thiago Mônaco de Marques, explicou que um dos fatores que possibilitou maior agilidade na prisão do acusado foi a ação realizada em abril pela Polícia Civil.

Na ocasião foi criado um cadastro que identificou e registrou dados pessoais de 100 moradores de rua, o qual foi utilizado para identificação de Alexandre.

O presidente da CDL finaliza a carta aberta da entidade argumentando que a banalização dos crimes precisa ser combatida, pois, não é possível que um cidadão seja preso por sete vezes e ainda voltar às ruas.

“O acusado ficou livre para cometer novos crimes, assassinar um trabalhador, que num impulso foi defender foi defender uma mulher, também inocente, de um roubo”, finaliza.

Foto: Correio do Estado