Cesta básica em Campo Grande tem pequena queda no custo em Agosto como em outras 15 Capitais

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Campo Grande tem cesta básica registrando queda de preços pelo segundo mês consecutivo, onde em Agosto caiu -0,95%. . O custo da cesta ficou menor também em outras 15 Capitais, conforme a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos brasileira do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). A Cidade Morena está entre 17 Capitais onde é feito o levantamento, que apontou maior ou menor deflação em 16 Capitais. No acumulado deste ano, os Campo-grandenses, teoricamente, estão pagando menos, tendo caído o custo a mais de 7%.

A Capital Sul-mato-grossense obteve um queda pequena no mês passado ante que entre julho e agosto de 2023, as quedas maiores e mais importantes ocorreram em Natal (-5,29%), Salvador (-3,39%), Fortaleza (-2,85%), João Pessoa (-2,79%) e São Paulo (-2,79%). Já uma única variação positiva, se elevou, foi observada em Brasília (0,35%).

Contudo, Campo Grande até que tem uma boa baixa de custo entre os oito meses de 2023, acumulando 7,06% de redução no custo da cesta básica. Os produtos também diminuíram neste ano, em 12 cidades. As taxas mais expressivas são em Vitória (-9,32%), Goiânia (-8,96%), Belo Horizonte (-7,22%) e Campo Grande (-7,06%). Os maiores percentuais foram registrados em Aracaju (4,15%) e Recife (2,77%).

Porto Alegre foi a Capital onde o conjunto dos alimentos básicos apresentou o maior custo (R$ 760,59), seguida de São Paulo (R$ 748,47), Florianópolis (R$ 743,94) e Rio de Janeiro (R$ 722,78). Nas cidades do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 542,67), João Pessoa (R$ 565,07), Salvador (R$ 575,81) e Recife (R$ 580,72).

Últimos 12 meses

A comparação dos valores da cesta, entre agosto de 2022 e agosto de 2023, mostrou que nove capitais tiveram redução do preço médio, com variações que oscilaram entre -5,24%, em Vitória, e -0,08%, em Curitiba. Outras oito cidades apresentaram elevação, com destaque para os percentuais de Fortaleza (2,50%), Porto Alegre (1,67%) e Belo Horizonte (1,23%).

Com base na cesta mais cara, que, em agosto, foi a de Porto Alegre, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o DIEESE estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário.

Em agosto de 2023, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 6. 389,72 ou 4,84 vezes o mínimo de R$ 1.320,00. Em julho, o valor necessário era de R$ 6.528,93 e correspondeu a 4,95 vezes o piso mínimo.

Em agosto de 2022, o mínimo necessário deveria ter ficado em R$ 6.298,91, ou 5,20 vezes o valor vigente na época, que era R$ 1.212,00.

Comportamento dos preços dos produtos da cesta1

  • O preço do leite integral diminuiu em todas as capitais entre julho e agosto. As quedas oscilaram entre -5,61%, em Porto Alegre, e -0,28%, no Rio de Janeiro. Em 12 meses, houve diminuição em todas as cidades, com destaque para as taxas de
    Aracaju (-32,46%), Vitória (-29,99%) e Porto Alegre (-29,21%).
  • A queda dos valores no varejo é explicada pela maior oferta de leite no campo, pela redução do preço dos insumos de produção, maior importação e menor demanda. O preço do quilo da batata diminuiu em todas as cidades, de julho para agosto.
  • As quedas oscilaram entre -19,51%, em Porto Alegre, e -3,40%, em Campo Grande. Em 12 meses, quase todas as cidades tiveram variações positivas. As maiores foram observadas em Porto Alegre (25,17%) e Brasília (14,81%).
  • A colheita da safra de inverno abasteceu o mercado e é responsável pela diminuição dos valores no varejo. Entre julho e Agosto, o valor do quilo do feijão carioquinha caiu em todas as cidades onde é pesquisado (capitais do Norte, Nordeste, Centro-Oeste, em Belo Horizonte e em São Paulo), com variações entre -11,52%, em Goiânia, e -0,94%, em Campo Grande.
  • Em 12 meses, todos os municípios pesquisados apresentaram queda no valor médio, com destaque para Belo Horizonte (-24,83%) e Recife (-18,50%). O feijão tipo preto, cujo preço é coletado nas capitais do Sul, em Vitória e no Rio de Janeiro, registrou diminuição de valor na capital capixaba (-4,96%), em Porto Alegre (-0,99%) e Curitiba (-0,59%).
  • O preço ficou estável em Florianópolis e aumentou 2,09% no Rio de Janeiro. Em 12 meses, apenas Vitória (-0,27%) apresentou taxa negativa. Nas demais cidades, as taxas ficaram em 6,99%, em Florianópolis; 6,19%, em Porto Alegre; 5,95%, no Rio de Janeiro; e 2,74%, em Curitiba.
  • O grande volume colhido do grão carioca abasteceu o mercado e fez com que os preços diminuíssem. No caso do grão preto, apesar da oferta restrita, o preço caiu na maior parte das cidades, acompanhando comportamento do feijão carioquinha.