Publicado em 05/06/2018 17h44
Testemunhas são ouvidas em audiência de PM envolvido em corrupção
Correio do Estado
Foram ouvidas, na tarde desta terça-feira (5), no Fórum de Campo Grande, na região central, as três testemunhas de acusação da promotoria contra o sargento da Polícia Militar Ricardo Campos Figueiredo, preso por obstrução de Justiça durante a Operação Oiketikus, que desmantelou quadrilha de PMs acusados de envolvimento com contrabando de cigarros e pneus do Paraguai e Bolívia.
A audiência durou cerca de uma hora e foram ouvidos como testemunhas da acusação outros promotores do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público Estadual e PMs da Corregedoria.
Acompanhado do irmão de Figueiredo, os advogados estiveram presentes na audiência e foram intimados pelo juiz Alexandre Antunes da Silva, da Vara da Justiça Militar Estadual, a arrolarem as testemunhas de defesa em até cinco dias, quando uma nova sessão deverá ser agendada. Nem o familiar, nem os representantes do acusado quiseram dar entrevistas sobre o caso.
Com o caso em segredo de Justiça, os jornalistas foram impedidos de acompanhar a audiência. Figueiredo segue preso na carceragem do presídio da corporação, no Jardim Noroeste, região leste da Capital.
O CASO
Um total de 21 policiais, de todas as patentes, foram presos durante a operação. Os casos ainda seguem investigados pela Justiça Militar e Corregedoria da corporação.
Figueiredo, há mais de dez anos na PM, foi motorista e segurança pessoal do governador Reinaldo Azambuja (PSDB), desde o início de sua gestão, em 2015. Desde então, foi promovido duas vezes e viu seu salário aumentar de R$ 4 mil para R$ 16 mil, segundo informações do Portal da Transparência. O policial foi exonerado de suas funções um dia depois da prisão, em 18 de maio.
O sargento foi preso em flagrante após destruir dois celulares quando integrantes do Gaeco e Corregedoria chegaram em sua casa para cumprir mandados de busca e apreensão durante a operação. Ao todo, o policial militar foi absolvido de nove punições impostas pelo Comando-Geral da corporação.
Dois dias depois de ser preso, Figueiredo teve a prisão revertida poor decisão de liminar concedida pelo desembargador Paschoal Carmello Leandro. No dia 23 de maio, contudo, José Ale Ahmad Netto, da 2ª Câmara Criminal, aceitou o pedido do Gaeco e reconduziu o PM ao presídio militar.





















