Sem perigo, mas governo reforça fiscalização sanitária com barreiras e equipes após foco de gripe aviária em MS

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A gripe aviária que é uma das graves enfermidades desde século pelo Mundo e causadora de crise sanitária, foi detectada em Mato Grosso do Sul, confirmada em exames oficializado pelo Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária). O foco ocorreu no município de Bonito, é pequeno, já foi isolado e está em encaminhamento de extirpa-lo, até porque já tem alguns dias da ocorrência que conseguiu se manter em ‘segredo’, para não causar alarde desnecessário, sendo somente nesta segunda-feira (18), informado a público pelas autoridades, por também ser obrigação externar sobre a descoberta e ações realizadas contra a doença detectada em uma criação de aves domésticas de subsistência em Bonito.

O governo do Estado e o Mapa oficializaram já na própria divulgação do caso, ontem, que não há perigo, que MS e nem Brasil correm risco da doença e de haver qualquer fechamento sanitário e comercial, pois é uma pequena propriedade e a quantia, 80 aves, que já teve isolada área local e perímetro de 10 km na região obrigatórios, de acordo com legislação Nacional e Internacional, bem como foi feito alerta local e haverá monitoramento desta área delimitada, como em todo município. Esse é o primeiro foco da doença registrado no Estado, e o terceiro em aves de subsistência detectado no Brasil, enquanto já foram registrados 100 focos em aves silvestres.

Mas, o Estado, anunciou que diante da confirmação por parte do Mapa da detecção do vírus da influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP – H5N1), na criação das aves domésticas em Bonito, fará medidas de vigilância sanitária rigorosas na região, por meio do Gease/MS (Grupo Especial de Atenção à Suspeita de Enfermidades Emergenciais ou Exóticas de Mato Grosso do Sul), coordenado pela Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação).

O titular da Semadesc, Jaime Verruck, anunicou que as medidas sanitárias estão sendo aplicadas pelo Serviço Veterinário Oficial do Estado, a Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal), para contenção e erradicação do foco, bem como estão sendo intensificadas as ações de vigilância em populações de aves domésticas na região. Não há estabelecimentos avícolas industriais nas áreas de risco epidemiológico ao redor do foco. “Uma coisa importante é que no domingo o Gease esteve reunido e já determinou todas as ações sanitárias pertinentes à erradicação do foco, como desinfecção do local e abate de todos os animais.”, destacou.

Longe de criações comercial

Conforme o governo, a propriedade em questão fica situada a aproximadamente 130 quilômetros de granjas comerciais e está sob rigorosa vigilância e medidas de contenção desde a confirmação do caso. As aves foram sacrificadas, e todas as medidas estão sendo tomadas para evitar a propagação do vírus.

De acordo com as autoridades, a distância considerável em relação a granjas comerciais contribui para conter a disseminação do vírus.

Segundo o diretor-presidente da Iagro, Daniel Ingold, na semana passada a agência foi acionada pelo proprietário da fazenda sobre a mortandade de aves no local. “São aves domésticas da fazenda. Foram feitos os exames e enviados para o laboratório de Campinas e foi confirmado se tratar de um caso de H5N1 que é a influenza aviária”, explicou.

Com base no resultado, Ingold salienta que o Gease montou todo um planejamento em relação ao ataque ao foco e a Iagro executou juntamente com o Mapa. “Foram sacrificadas todas as aves do local e são realizados exames laboratoriais deste material. Além disso, em um espaço de três quilômetros em volta da propriedade nós temos agora equipes volantes na região fazendo vigilância ativa para verificar se este vírus se propagou no espaço. O trabalho é bastante intenso e compreende ainda outro tipo de vigilância até 7 km da fazenda. Ou seja, até 10 km do foco é montada toda uma estrutura rigorosa de fiscalização e vigilância sanitária”, acrescentou.

União para agir

O diretor da Iagro enfatizou o apoio recebido. “A Iagro está atuando com eficiência e prontidão, graças ao suporte do governo estadual, das associações como a Avimasul, da Famasul e de outras instituições. Estamos comprometidos em eliminar esse foco rapidamente.”, concluiu.

O público em geral é orientado a não recolher aves doentes e a entrar em contato com a Iagro em qualquer um dos municípios, utilizando os telefones amplamente divulgados. Todas as medidas necessárias estão sendo tomadas, incluindo a eliminação das aves afetadas, e não há riscos relacionados ao consumo de produtos avícolas.

É importante destacar que não há mudanças no estado sanitário perante a OMSA (Organização Mundial de Saúde Animal), uma vez que não há registro dessa doença na produção comercial da região. A Iagro continua monitorando de perto a situação e tomando medidas para proteger a saúde das aves e a segurança dos alimentos em Mato Grosso do Sul.

Para qualquer informação adicional ou notificação de casos suspeitos, a população pode utilizar o número de telefone do whatsapp (67) 9961-9205, o “Notifica Iagro”.