O ex-comandante da PM-MS (Polícia Militar de MS), José Ivan de Almeida, o coronel Ivan, que também foi deputado estadual, e, o arquiteto Patrick Samuel Georges Issa, sobrinho de Fahd Jamil, o chamado Rei da Fronteira, tiveram esperada sessão de julgamento marcada para o próximo mês de novembro. Ação, prisões e processo judicial que vem há 2,4 anos, pode ter final e sentença aos dois pelos crimes de agiotagem e extorsão. O policial civil Reginaldo Freitas Rodrigues, completa o trio de denunciados pelos crimes contra dois empresários de Campo Grande.
Ex-comandante da PM é denunciado a Justiça por ameaça e extorsão junto a outro acusado
Veja abaixo o documento a manifestação da juíza Eucelia Moreira Cassal, da 3ª Vara Criminal da Capital, que após pronuncia dos réus, negou a absolvição sumária dos mesmos e marcou para o dia 9 de novembro o início das audiências de instrução e julgamento do caso. Assim, o julgamento começa com os depoimentos de nove pessoas, referentes as testemunhas de acusação a José Ivan de Almeida e as de defesa de Reginaldo Freitas Rodrigues.
Os envolvidos que moram na Capital prestarão depoimento de forma presencial, enquanto quem for de outras cidades e os policiais serão ouvidos por videoconferência. José Ivan indicou quatro testemunhas de defesa, Patrick Samuel, oito, e Reginaldo Freitas, quatro, além das arroladas pelo Ministério Público Estadual, algumas comuns aos dos acusados.
O processo e acusações vem pelo MPE-MS (Ministério Público de MS), que relatou que o empresário emprestou R$ 80 mil do sobrinho de Fahd Jamil. Mas, ele e o sócio já teriam repassado mais de R$ 150 mil a Patrick Samuel Georges Issa. Porém, não contente com o valor repassado, Patrick contratou o ex-comandante da PM para exigir a assinatura de promissória assumindo dívida de R$ 450 mil, a entrega de um terreno no residencial de luxo Alphaville e parte na empresa.
A ameaça de morte então veio também: “Defunto também paga conta”, teria dito o ex-comandante da PM.
Ex-comandante da PM e mais dois acusados de extorsão terão quebra de sigilo telefônico
Prisões, crimes e depoimentos
O coronel Ivan e Reginaldo Freitas foram presos em flagrante em 26 de maio de 2021, em ação do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Assalto a Banco, Sequestros e Roubo). Ambos estariam armados e ameaçando o dono de uma construtora a pagar para Patrick.
Cobrança de R$ 80 mil levou mais um ‘Jamil’ para cadeia junto a ex-comandante da PM
Ex-comandante da PM é preso por extorsão
Como o empresário alegou que não tinha o dinheiro, eles passaram a fazer ameaças, como pendurar toda a família, e exigir a entrega da caminhonete como sinal de que quitaria o débito.
Em depoimento ao Garras, o Patrick contou que ainda tinha R$ 360 mil para receber dos empresários. Ele disse que pediu ajuda do Coronel Ivan porque ele teria alegado conhecer o pai de um dos devedores. Sobre a cobrança, Patrick Issa disse que foi um “ato de desespero”.
Já Cel. Ivan, durante depoimento no Garras, optou por ficar em silêncio. O advogado Ronaldo Franco negou que o militar tenha praticado extorsão.
O ex-comandante da PM e ex-deputado, então virou réu, pelos crimes de usura, denominação de agiotagem (cobrar juros superiores ao limite legal, com agravante de ser cometida por militar), extorsão (constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, e com o intuito de obter para si ou para outrem indevida vantagem econômica) e posse de arma de fogo de uso permitido.
Patrick Issa também foi por agiotagem, extorsão e posse irregular de arma.
Reginaldo Freitas Rodrigues virou réu por agiotagem e extorsão.






















