Campo Grande, como já visto em outras oportunidades, é descoberta mais uma vez com muitos e grande galpões que guardavam grande carga de drogas. Nesta terça-feira (31), um ‘gigante’ entreposto para grandes cargas de maconha, que saíam da fronteira de Mato Grosso do Sul com Paraguai, com destino a outros Estados, foi ‘capturado’ ou ratificado como local do trafico de drogas, pelo MPE-MS (Ministério Público de MS), por meio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado).
A revelação hoje, vem de investigações desde do início do ano passado, que culmina nesta terça-feira, com ação policia-judicial para cumprir 63 mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão, em MS e outros cinco Estados. Veja detalhes no decorrer da matéria, que o Gaeco, deflagrou na manhã de hoje, a Operação Entrepostos, visando desmantelar uma organização criminosa, quadrilha armada, voltada, principalmente, ao tráfico interestadual de entorpecentes.
Segundo o Gaeco, o grupo criminoso contava, com uma sofisticada rede de colaboradores na Capital, na cidade fronteiriça de Ponta Porã, bem como nos Estados de Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná e São Paulo. A quadrilha atuava como empresa no modo de atuar e com estrutura.
Conforme o Gaeco, o grupo vinha fazendo investigações, que revelaram que a organização criminosa é especializada na remessa de grandes quantidades de drogas (maconha) para outros estados da Federação, sobretudo São Paulo e Minas Gerais. “Em sua logística, o grupo criminoso contava com integrantes que exerciam funções diversas, tais como as de gerenciar e coordenar a atividade desde a aquisição das cargas de drogas nas cidades sul-mato-grossenses situadas na fronteira com o país produtor da droga até o transporte ao destino final”, aponta o Gaeco.
Estrutura empresarial

O grupo especial do MPE-MS, revela ainda, que também havia aqueles que serviam como motoristas das cargas, “batedores”, auxiliares de carga/descarga dos caminhões, além do diferencial de possuírem em sua estrutura empresários proprietários de transportadoras de cargas.
“O modus operant era viabilizando que os criminosos sempre contratassem o frete de cargas lícitas, tais como grãos e madeiras, que após serviam para ocultar os entorpecentes, esconder, camuflar e dificultar que órgãos de repressão (polícia) descobrissem tal estratagema em eventual fiscalização nas estradas”, descreve o Gaeco.
Um ano e meio de investigações
De acordo com o MPE-MS, o trabalho investigativo do GAECO/MPMS durou aproximadamente 18 meses e permitiu que nesse período fossem apreendidas pouco mais de 17 toneladas de maconha que pertenciam à organização criminosa, além da prisão em flagrante de 15 de seus membros.

A operação deflagrada nesta manhã visava ao cumprimento de 33 mandados de prisão preventiva e 30 mandados de busca e apreensão na Capital do Mato Grosso do Sul e em Ponta Porã e, também, nos Estados de Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná e São Paulo.
As diligências contaram com apoio operacional de equipes do Batalhão de Choque, do Batalhão de Operações Especiais e Força Tática, todos da Polícia Militar deste Estado, além da AGEPEN.
O nome da operação faz alusão ao fato de que a organização criminosa locava grandes galpões ou barracões em Campo Grande, que serviam de entreposto para o armazenamento temporário das cargas de drogas vindas da cidade fronteiriça de Ponta Porã.
Nesses locais, os entrepostos, ocorriam o trabalho de carregamento e a mescla com a carga lícita nos grandes caminhões de carga que realizavam o transporte para o destino final, que seriam traficantes residentes em outras unidades federativas, tais como São Paulo e Minas Gerais.
A operação de hoje, também é uma sequência da Operação Tribunal do Crime deflagrada em agosto de 2022, onde se descobriu tortura, tentativas de homicídio e uma propriedade com sete toneladas de maconha em um entreposto de Campo Grande.






















