Publicado em 04/07/2018 16h15
“Traumatizado” com 2002, Kompany confia em revanche, mas avisa: “Não seremos kamikazes”
Zagueiro da Bélgica tinha 16 anos quando viu a seleção belga ser eliminada pelo Brasil, a quem elogia pelo equilíbrio entre defesa e ataque antes do jogo de sexta-feira
GloboEsporte
Vincent Kompany, 32 anos, um dos jogadores mais experientes do elenco, foi o responsável por falar em nome da Bélgica nesta quarta-feira, dois dias antes do jogo contra o Brasil pelas quartas de final da Copa do Mundo. A partida será uma reedição do encontro de 2002, quando a Seleção eliminou os belgas nas oitavas de final – beneficiado pela anulação de um gol de Wilmots, um lance que ainda marca Kompany.
– A única coisa que todos os belgas lembram é da cabeçada de Marc Wilmots que foi anulada. Só lembramos disso. É difícil não lembrar. Claro que há muitas coisas que envolvem uma partida de futebol, mas quando você é criança, esse é o tipo de coisa que marca.
O defensor agora será um dos responsáveis por tentar superar a seleção de Tite. Ele enche o Brasil de elogios e diz que a Bélgica tentará manter seu estilo de jogo, mas sem irresponsabilidades.
– Sabemos que é uma equipe forte. Seguimos fieis ao nosso princípio, marcando gols, tentando ser o mais rápido possível. É um Brasil com equilíbrio, sendo constante entre atacar e defender. Eles podem atacar com muitos jogadores e defender tranquilamente. É este o signo de uma boa equipe. Vamos atacar, ser fieis a nosso jogo. Jamais seremos kamikazes.
Para Kompany, era uma partida que deveria acontecer na final, não nas quartas de final.
– Eu preferiria que fosse a final, sendo honesto. Sabíamos que terminando em primeiro em nosso grupo, pegaríamos o caminho mais duro. Preferiríamos que fosse na final, mas esta é a final para nós.
Brasil e Bélgica se enfrentam às 15h de sexta-feira. O vencedor pega, nas semifinais, quem passar de França x Uruguai.




















