Publicado em 27/07/2018 18h35
Puccinelli segue preso após vice-presidente do STJ negar liminar
Por Redação
O ministro Humberto Martins, vice-presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça), negou nesta sexta-feira (27) pedido de liminar para liberação do ex-governador André Puccinelli (MDB) e dos advogados André Puccinelli Junior e João Paulo Calves. A negativa atende a pedido a defesa dos três, que já havia sido rejeitado, também liminarmente, pelo desembargador Maurício Kato, do TRF-3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região).
Detalhes da decisão não foram disponibilizados pelo STJ até a publicação deste texto. Puccinelli, pré-candidato ao governo do Estado, foi preso na sexta-feira (20) no corpo das investigações da Operação Papiros de Lama –que apura o uso do Instituto Ícone, voltado para a área de Direito, para recebimento de propinas destinadas ao ex-governador ou seu grupo político.
Registrado sob o nome de Calves, o MPF (Ministério Público Federal) aponta que o Ícone pertence de fato a Puccinelli Junior.
A prisão foi decretada pela 3ª Vara Federal de Campo Grande a pedido do MPF, sob o apontamento de garantia da ordem pública e surgimento de novas provas sobre crimes como ocultação de bens e lavagem de dinheiro. Entre elas, documentos que foram guardados em uma quitinete no Indubrasil. O ex-governador já havia sido preso em 2017 em virtude das apurações da Lama Asfáltica, a qual a Papiros de Lama está subordinada e que apura um esquema de fraudes e superfaturamentos em contratos da gestão estadual anterior.
Negativa – O despacho de 132 páginas do juiz federal Bruno Teixeira foi estudado ao longo do último fim de semana pela defesa dos três investigados. Na segunda (23) foi apresentado recurso ao TRF-3, que seria distribuído ao desembargador federal Paulo Fontes –que está de férias, sendo substituído por Kato, que concordou com os argumentos do MPF e do juiz em primeira instância, rejeitando a liminar.
Com isso, a defesa dos investigados apresentou novo recurso no TRF-3 e recorreu também ao STJ. Lá, o caso cairia nas mãos da ministra Maria Thereza de Assis Moura, mas, em virtude do recesso na Corte, acabou nas mãos de Humberto Martins.











