Dupla acusada de matar casal em MS e atear fogo nos corpos é presa em SP

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A PC-MS (Polícia Civil do Mato Grosso do Sul), anunciou hoje, que após a conclusão das investigações referentes ao achado de corpos carbonizados em Três Lagoas, em julho de 2023, a PC-MS deflagrou, nas primeiras horas desta quarta-feira (28), a operação ‘Fogo Amigo’. A ação prendeu duas pessoas, pelo duplo homicídio, mas em Bauru, município próximo de MS, no interior do estado de São Paulo, onde os suspeitos residem. 

Conforme a PC-MS, os dois alvos buscados foram presos, sendo que um deles, ainda foi autuado em flagrante por tráfico de drogas, em ação coordenada pela SIG (Seção de Investigação Geral) e pelo NRI (Núcleo Regional de Inteligência), da Delegacia Regional de PC Três Lagoas, na região do Bolsão de MS e divisa com estado de SP.

O caso, na época, teve os corpos do casal Denis Antônio de Souza Queiroz, 31 anos, e, Leide Jasmim Rodrigues, 21, foram encontrados em regiões periféricas de Três Lagoas. Um deles, nas proximidades da Rodovia BR-158, e o outro no bairro Jardim Imperial, ambos com sinais de asfixia e parcialmente carbonizados. 

Nesta manhã, os policiais de Mato Grosso do Sul realizaram ação conjunta com equipes da Polícia Civil do Estado de São Paulo.

Investigações em mais de meio ano

De acordo com a PC-MS, as investigações duraram cerca de sete meses e culminaram na apuração dos envolvidos, com a definição das autorias, meios empregados e motivações. Os autores foram idendificados apenas pelas iniciais, sendo R.L.B (37) e L.F.S.B. (34), que eram amigos próximos das vítimas.

Ao final das investigações a Polícia Civil representou por dois mandados de prisão e dois de busca e apreensão. Após manifestação favorável do Ministério Público, as ordens judiciais foram expedidas pelo Juízo da 1ª Vara Criminal e do Tribunal do Júri, da Comarca de Três Lagoas.

Eles serão encaminhados para Três Lagoas, onde serão formalmente indiciados e interrogados pela prática de dois crimes de homicídio quadruplamente qualificados, pelo motivo fútil, pelo recurso que impossibilitou a defesa das vítimas, pelo emprego de fogo e asfixia, e ainda, para assegurar a impunidade de outro crime.