Dos 12 mandados de prisão, 10 foram cumpridos

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25/02/2015 15h00

Dos 12 mandados de prisão, 10 foram cumpridos

Dourados News

Dos 12 mandados de prisão expedidos pela Justiça por conta da Operação Bumerangue desencadeada nesta quarta-feira (25), 10 foram cumpridos, segundo a superintendência da Polícia Federal. A ação ocorreu em Dourados, Ponta Porã, Campo Grande e nos Estados de São Paulo, Santa Catarina e Paraná. Os outros ainda não foram localizados.

Dos detidos pela polícia, um seria empresário em Dourados e não teve o nome divulgado. Outros sete foram trazidos para a delegacia do município após prisões em Ponta Porã e dois acabaram pegos em terras paranaenses e paulistas.

Conforme divulgado durante coletiva realizada pela manhã, dois dos presos são servidores da Receita Federal e ao término das investigações, responderão pelos atos. No momento ambos estão afastados de suas funções.

“Na parte administrativa eles estão afastados de seus cargos, já em relação a área criminal ficará por conta da Polícia Federal”, relatou o delegado da Receita Federal, José Luiz Adures.

De acordo com o superintendente da PF, Edgar Paulo Marcon, todo o processo pode ter custado no mínimo, R$ 100 milhões aos cofres públicos.

“A quadrilha era bem organizada. Eles compravam materiais siderúrgicos através de exportadoras instaladas em Ponta Porã, algumas delas de fachada, e tinham as notas ‘esquentadas’ pelos funcionários públicos. Como o imposto do mercado interno para o externo tem diferença de aproximadamente 40%, eles lucravam o valor revendendo esses produtos para indústrias ou outras empresas do ramo”, relatou.

As investigações começaram em 2012 após denúncias que chegaram ao Ministério Público Estadual e depois do início de apuração por parte do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), encaminhados para a Polícia Federal.

OPERAÇÃO BUMERANGUE

De acordo com a Polícia Federal, a operação visa combater organização criminosa suspeita de fraudar o fisco federal. Segundo o órgão, após apurado a fundo, o rombo pode ser superior a R$ 250 milhões.

Durante as investigações foi identificado um esquema de fornecimento de produtos siderúrgicos de origem nacional exportados. As mercadorias saiam do país e depois ‘retornavam de forma fictícia sem recolher os tributos necessários.

Após constatada a entrega das mercadorias no Brasil, as notas eram canceladas. Os produtos eram entregues nos Estados de São Paulo e Paraná, sem passar em Mato Grosso do Sul.

Foram expedidos na operação, 12 mandados de prisão temporária, 39 de condução coercitiva e 35 de busca e apreensão em residência dos investigados e nas empresas supostamente ligadas à organização criminosa.

Os crimes investigados são formação de quadrilha, falsidade ideológica, descaminho, corrupção ativa e passiva e evasão de divisas, entre outros.

Foram envolvidos na operação, 60 servidores da Receita Federal e 210 policiais federais.

Foram expedidos na operação, 12 mandados de prisão temporária e 39 de condução coercitiva - Foto: Adriano Morett