Um problema no fornecimento de energia elétrica deixou a Câmara Municipal de Campo Grande no escuro nesta terça-feira (10), forçando a suspensão da pauta do dia que seria colocada em discussão e votação na sessão no plenário.
A Casa de Leis estava lotada, principalmente por conta do movimento de artistas que são contrários ao fim da Secretaria Municipal de Cultura, conforme proposta apresentada pela prefeita Adriane Lopes (PP) na reforma administrativa para 2025.
Outros representantes também estavam no local, como do movimento de políticas públicas para as mulheres e também de setores ligados à juventude, ambas as pastas também devem ser extintas a partir do próximo ano.
O prédio da Câmara ficou por 1h20 no escuro. O fornecimento apresentou falhas logo no início da sessão, às 9 horas, até cair em definitivo. O presidente Carlos Augusto Borges (PSB) disse que aguardaria até 10h, caso contrário, os trabalhos seriam suspensos.
Aos manifestantes, ele disse que convocará para a tarde de quarta-feira (11) uma sessão extraordinária para debater a reforma administrativa. “Vamos ouvir o pessoal dos movimentos sociais e, se for necessário, paralisar a sessão para discutir isso”, garantiu.
De acordo com a nota enviada pela assessoria de imprensa da Câmara Municipal, a concessionária Energisa MS foi acionada logo quando o problema começou e que a interrupção foi causada por uma falha na Subestação de Energia.
A prefeita Adriane Lopes quer unir as Subsecretarias da Mulher e Direitos Humanos, desfazer a Sejuv (Secretaria de Juventude) e mesclar a Secretaria de Cultura com a Semed (Secretaria de Educação).
A proposta também acaba com as Subsecretarias do Procon Municipal (Proteção e Defesa do Consumidor), Subea (Bem-Estar Animal) e a Sugepe (Projetos Estratégicos). Segundo a prefeita, a medida é necessária para equilibrar as contas públicas.
Ainda na nova organização, a Funesp (Fundação de Esportes) e a Agetran (Agência de Transporte e Trânsito) deve ser vinculadas à Secretaria de Governo. A Planurb (Agência de Meio Ambiente e Planejamento Urbano), Emha (Agência de Habitação) e a Agereg (Agência de Regulação) serão subordinadas à Secretaria da Casa Civil.
O IMPCG (Instituto de Previdência Social) seguiria como responsabilidade da recém-criada Secretaria de Fazenda. A Agetec (Agência de Tecnologia) ligada à Secretaria de Administração e Inovação e a Funsat (Fundação Social do Trabalho) à Secretaria de Desenvolvimento Econômico.





















