Primeiro fim de semana do IPêrformático teve performances, palestra e exposição

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Festival segue com programação diária até a próxima segunda-feira (15)

08/04/2019 12h32
Por: Redação

Ruas da Capital e o Marco (Museu de Arte Contemporânea de Mato Grosso do Sul) foram tomados pela performance. O festival IPêrformático – Capítulo II – E Se Não Houver Luz no Fim do Túnel?, realizado pelo coletivo IPêrformático, começou na noite sexta-feira (5) com a impactante performance Mulheres de Luz, do coletivo Mulheres Pela Democracia.
Com um pano roxo tapando a cabeça das performers, rosas brancas, tambor e violino, a performance emocionou as cerca de 100 pessoas que estavam presentes no Marco. Durante a apresentação elas falaram em voz alta o nome de mulheres vítimas de feminicídio em Mato Grosso do Sul e também no país.
“Foi muito linda a performance, mas também foi extremamente impactante. Falar sobre a violência contra a mulher é necessário, ainda mais em nosso Estado”, afirmou a atriz Estefânia Martins.
Após Mulheres de Luz, foi a vez da artista visual e educadora baiana Virgínia de Medeiros iniciar a palestra Poéticas da Assimetria, onde ela discute sobre gênero e mostra um pouco de seu trabalho audiovisual, passando um documentário que gravou com mulheres transexuais.
“Foi uma palestra muito tocante, ela falou sobre coisas muito pertinentes e dar espaço a este tipo de discussão, dentro de um museu é gratificante. Gostei muito de conhecê-la”, disse a artista plástica Marilena Grolli.
Depois foi a vez de realizar a abertura da exposição E Se Não Houver Luz no Fim do Túnel?, que conta com 24 de vídeos, com obras de artistas convidados e de 10 artistas que mandaram vídeos durante o chamamento para a mostra e foram selecionadas (xs/os) pela curadoria.

“Gostei muito da exposição, não é algo formatado. É irreverente, bem diferente do que estamos acostumados a ver por aí. Essa mostra não está perdendo em nada para as que acontecem nos grandes centros”, pontuou Virgínia de Medeiros.

No segundo dia do festival foi a vez da Cia Enviezada apresentar o espetáculo Caminhos – Uma Intervenção Urbana, que chamou a atenção de quem passava pelo Centro de Campo Grande no horário do almoço.

Cerca de 30 pessoas acompanharam a apresentação com a trilha sonora baixada no celular. Para ver todo o espetáculo foi necessário acompanhar os atores pela rua 14 de Julho. Eles fizeram das obras que estão sendo feitas na rua entre a avenida Afonso Pena e rua Barão do Rio Branco seu cenário.

“Foi bem diferente de tudo que já vi. Eles usam a cidade para criar um espetáculo e as pessoas que não estão assistindo, passam e se perguntam o que está acontecendo. A trilha sonora também é maravilhosa”, afirmou a estudante Pamela Rani.

No domingo foi a vez de Maíra Espíndola sair nua, somente com tinta no corpo, com a performance Virá. Descalça, ela andou por cerca de 10 quilômetros carregando uma árvore de porte pequeno nas costas. Ela saiu do Parque do Sóter, passou pelas avenidas Mato Grosso e Afonso Pena, Praça Ary Coelho, onde sentou para comer como parte da performance e terminou na praça das Araras.

Hoje, quarto dia do festival, começam as oficinas e também será inaugurada a exposição “No Princípio Era Nada”, com fotos da primeira edição do IPêrformático, que aconteceu em 2014 e também a exposição Estar a Par. Depois é a vez do artista Dudx se apresentar com a performance Anhangae. Todas ações de hoje acontecem no Centro Cultural José Octávio Guizzo, que fica na rua 26 de Agosto, 453.

Com a produção estão livros em braile para que cegos possam acompanhar as performances. Toda a programação é gratuita e o festival conta com recurso do FMIC (Fundo Municipal de Investimentos Culturais), oriundo da Prefeitura Municipal de Campo Grande, através da Sectur (Secretaria Municipal de Cultura e Turismo).

Mais informações pelo Facebook e Instagram do IPêrformático. Abaixo segue a programação completa do IPêrformático:

08/04

CENTRO CULTURAL JOSÉ OTAVIO GUIZZO (19h)
Performance ANHANGÆ – Dudx (MS/SP)
Classificação 18 anos

09/04

CENTRO CULTURAL JOSÉ OTAVIO GUIZZO (15h30)
Performance LambeTrans – Leona Jhovs (SP)
Classificação livre

09/04

MARCO (18h30)
Performance Anatomia Feminina – Alice Yura (MS)
Classificação 18 anos

10/04

Av. 14 de julho esquina com a Cândido Mariano (12h)
Performance Corpus Presente – Grupo Maracangalha (MS)
Classificação livre

11/04

Calçadão Camelódromo (15h)
Performance Manicure Política – Lyz Parayzo (RJ)
Classificação livre

12/04

UEMS (Universidade estadual de Mato Grosso do Sul) (18h)
Aula-performance: Bem-vindo à aula Vlad – Thiago Moraes (MS)
Classificação 18 anos

13/04

Galeria de vidro (20h)
Performance B.U.N.I.T.A [CE] – Estela Lapponi (SP)
Classificação 18 anos

14/04

MARCO (17h)
Performance EXODUS Perto da Flor – Patricia Saravy (PR/MS)
Classificação 18 anos

15/04

Sarau de Segunda (20h)
Por quê Ele vive posso crer no amanhã? – Estefânia Martins (MS)
Classificação livre

13/04

MIS (Museu da Imagem e do Som)
Exibição do filme ProfanAÇÃO – (15h)

DEBATES

09/04

MARCO
Se a Arte Fosse Travesti? (20h)

13/04

MIS
Acessibilidade e o corpo intruso (16h)

14/04

Meu corpo não é público – MARCO (16h)

EXPOSIÇÕES (Classificação 18 anos)

MARCO – 5 a 15 de abril

Exposição E se não houver luz no fim do túnel?

CENTRO CULTURAL JOSÉ OTAVIO GUIZZO – 8 a 15 de abril

Exposição No Princípio Era Nada – Galeria Wega Nery

Exposição Estar a Par – Galeria Ignês Corrêa

OFICINAS

**CENTRO CULTURAL JOSÉ OCTÁVIO GUIZZO **

Oficina Afete-se (20 pessoas)
08/04 a 12/04 (9h às 11h)
Ministrante: Alice Yura (MS)
Classificação 18 anos

Oficina Composição Criativa Através de Vários Pontos de Vistas – (28 pessoas)
09/04 e 10/04 (10h às 13h)
Ministrante: Zé Alex (Cia Enviezada – RJ)
Classificação 18 anos

Workshop Poéticas Corporais: criando personagens através de processos individuais (20 pessoas)
10/04 (14h às 17h)
Ministrante: Dudx (SP)
Classificação 18 anos

(Sátiro Fotografia)