Os investigadores desconfiam da versão dada pela suspeita de cometer o crime
08/04/2019 15h16
Por: Da redação
O caso que aconteceu em 2018, continua ganhando várias versões para o assassinato de Daniel Nantes Abuchaim, 46 anos, ex-superintendente de gestão de informação da Sefaz (Secretaria de Estado de Fazenda). A perícia apontou novas esclarecimentos após a reconstituição do crime.
Segundo o laudo do Instituto de Criminalística, a vítima foi morta dentro do box do chuveiro no banheiro do motel e depois arrastada até a garagem. A descoberta foi devido a quimioluminescência, uso de luminol em locais de crime, que apontam indícios de sangue no ambiente.
O motel teria alegado que o quarto não passou por limpeza até a chegada da polícia. Mas, havia indicios de limpeza e esfregaços.
Relembre o caso
O quarto do motel está localizado no Jardim Noroeste, em Campo Grande, onde foi encontrado limpo pela perícia no dia 19 de novembro de 2018. Já o corpo do ex-superintendente, foi achado desovado às margens de uma estrada vicinal no Jardim Veraneio.
Na primeira versão do crime, a suspeita Fernanda Aparecida da Silva Sylverio disse que chamou a vítima para ir ao motel e o matou dentro do veículo, uma Pajero. A motivação seria vingança, por ele ter assediado a namorada de Fernanda. A versão logo foi alterada pela presa e, diante do laudo da perícia, mostra-se sem fundamento.
A simulação do crime teve várias versões conforme depoimentos da camareira, segurança e recepcionista do motel, além de versões citadas por Fernanda. No depoimento da camareira, que também estava na portaria junto com a recepcionista, Daniel aparentava tranquilidade, fazendo carinho no cabelo da mulher, que conduzia a Pajero.
Outra versão é que Fernando teria sido abordada por um homem que procurava por Daniel e ele lhe deu as instruções de como agir no dia do crime. Segundo ela, o homem seguiu a Pajero num carro preto e de forma agressiva entrou no veículo e foi reconhecido por Daniel.
Ambos foram até o motel e o homem se escondeu no banco traseiro da Pajero. Depois, no quarto, Fernanda conta que a discussão entre os homens incluía dívidas, política e talões de cheque. Ela alega
que ficou na porta do banheiro e assistiu ao crime, mas sem nenhuma participação.
O homem teria arrastado sozinho o corpo de Daniel, morto a facadas, para a garagem, mas a perícia desconfia que uma única pessoa possa ter conseguido arrastar o corpo sozinho.
Fernanda foi transferida de Campo Grande para Corumbá e teve pedido de liberdade negado no mês passado. A defesa irá pedir um novo habeas corpus junto ao TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul).





















