Software desenvolvido pelo Projeto Vantagro tem objetivo de combater pragas e identificar espécies arbóreas do cerrado com o uso de drone
26/04/2019 11h25
Por: Redação
O Projeto “Vantagro-MS” foi um dos cinco premiados pelo Institute of Electrical and Electronic Engineers (Instituto de Engenheiros Elétricos e Eletrônicos – IEEE), organização profissional técnica mundial dedicada ao avanço da tecnologia, com o apoio financeiro de seis mil dólares. O projeto faz parte de uma rede de universidades, empresas e pessoas interessadas no desenvolvimento de tecnologias baseadas em veículos aéreos não tripulados (VANTs), popularmente conhecidos como drones. A proposta é investir na implementação do sistema tecnológico para combater pragas e doenças na agricultura e identificar espécies arbóreas do cerrado em Mato Grosso do Sul.
O projeto é desenvolvido pelo grupo de estudos Desenvolvimento Tecnológico e Inovação em Visão Computacional (Inovisão) da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), que objetiva criar equipamentos de análise de imagens na agropecuária, em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). O projeto será apresentado no IEEE – GRSS Grand Challenge 2019 (Institute of Electrical and Electronic Engineers – Geoscience and Remote Sensing Society), na cidade de Yokohama no Japão.
O professor da Faculdade de Engenharias, Arquitetura Urbanismo e Geografia (Faeng) da UFMS e orientador do projeto pela instituição, José Marcato Júnior explica que o Grand Challenge 2019 premiou cinco trabalhos em todo mundo, entre a agricultura de precisão e o monitoramento florestal. O diferencial do projeto é a solução de análise das imagens em tempo real e o fornecimento do resultado do mapeamento da localização das vegetações nos smartphones. “Visando o controle do desmatamento, se têm normas estaduais que visam à manutenção de algumas espécies arbóreas, da vegetação numa forma geral como a importância de emissão de carbono e impactos na chuva. O estado têm à legislação própria porque algumas espécies possuem relevância ambiental e outras com relevância social, ou seja, pessoas que dependem do fruto”.
O coordenador do Inovisão, Hemerson Pistori afirma que o grupo começou com alunos de Iniciação Científica Júnior do ensino médio e depois reuniu integrantes da UFMS, UCDB e da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD). O projeto é interdisciplinar, desenvolvido entre alunos de computação, biologia e medicina veterinária. “Um dos estudos principais envolve as plantações de soja, cultura muito importante para a região, nós temos vários alunos e pesquisadores investigando técnicas para tentar identificar os problemas das pragas o quanto antes e as imagens ajudam muito nisso”.





















