MP quer o fim das torcidas organizadas no júri do PRF que matou em briga de trânsito

462

Famílias da vítima usam camisetas “Eterno Adriano Correia” e colegas do Polícia Rodiviário Federal vestem camisetas de apoio com a #ForçaMoon

26/04/2019 16h25
Por: Da redação

O Ministério Público Estadual quer acabar com as ‘torcidas organizadas’ no júri do policial rodoviário federal Ricardo Hyun Soo Moon, preso pelo assassinato do empresário Adriano Correa em dezembro de 2016, após uma discussão de trânsito na Capital. A justiça entende que esses tipos de manifestações podem influenciar os promotores no julgamento, marcado para o dia 30 de maio.

O primeiro julgamento foi adiado, pois no dia 11 de abril um dos jurados passou mal e precisou de atendimento médico.Colegas do policial rodoviário federal ocuparam o plenário e ficaram à vista dos jurados com camisetas que traziam os disseres: “Força Moon”.

Além disso, foram espalhadas via WhatsApp mensagens de apoio ao réu e até mesmo outdoors por Campo Grande. Moon, foi acusado de homicídio qualificado, por motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima, e duas tentativas de homicídio com as mesmas qualificadoras.

A família da vítima, pede justiça e também fizeram camisetas que trazem a mensagem: “Eterno Adriano Correia”. Segundo trecho do pedido feito pelo MP, “para um julgamento correto e justo, seja pela condenação ou absolvição do acusado, é necessário que não haja qualquer interferência externa, avessa ao mundo dos autos”.

A promotora Lívia Carla Guadanhim Bariani também pediu ao juiz da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, Carlos Alberto Garcete, que não seja autorizada a entrada, no plenário, de agentes rodoviários uniformizados e parentes da vítima com camisetas enaltecendo protestos.

Julgamento

Ricardo Moon será julgado pela morte do empresário Adriano Correia Nascimento (motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima) e tentativas de homicídio contra Agnaldo Espinosa da Silva (que sofreu fratura ao pular da caminhonete) e Vinícius Cauã Ortiz Simões (baleado nas pernas).

É possível ver até outdoors pela cidade em apoio ao policial.
Divulgação