O jardim guarda uma exuberante coleção botânico-paisagística, com mais de 3,5 mil espécies de plantas tropicais cultivadas
06/05/2019 12h25
Por: Redação
A candidatura do Sítio Roberto Burle Marx, em Barra de Guaratiba, Rio de Janeiro (RJ), será analisada durante a 44ª reunião do Comitê do Patrimônio Mundial, em 2020. A confirmação chegou nesta segunda-feira, dia 29 de abril, por meio de carta para a embaixadora Maria Edileuza Fontenele Reis, delegada do Brasil para a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). A próxima etapa será a realização da missão de avaliação técnica do Sítio por especialistas do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (Icomos).
O Sítio onde Burle Marx morou até o final de sua vida está sob a gestão do Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (Iphan). Guarda uma exuberante coleção botânico-paisagística, com mais de 3,5 mil espécies de plantas tropicais cultivadas. A propriedade constitui o maior e mais importante registro de memória da vida e obra do artista, mundialmente reconhecido por sua extensa produção no campo das artes visuais. O conceito de jardim tropical moderno, que é sua criação, representou mudança de paradigma no paisagismo mundial, rompendo com a tradição de jardins clássicos e românticos do século XIX e início do XX.
Musealização
Em outubro de 2018, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) liberou R$ 5,4 milhões para o projeto de requalificação do Sítio Roberto Burle Marx. Os recursos são destinados para a produção de uma série de projetos de museologia, design, sustentabilidade, arquitetura e outros. A proposta é melhorar o atendimento ao público, e implementar as condições de trabalho para a equipe. O investimento contempla os projetos executivos de reforma do prédio administrativo e de construção de um novo bloco, com refeitório, vestiários, almoxarifados, além de espaço específico para a pesquisa botânica, com herbário, laboratórios e salas de trabalho.
O Sítio vai ganhar um novo projeto museológico, com educação patrimonial, acessibilidade, comunicação, conservação de acervos e redefinição dos percursos de visitação. O público poderá ter acesso a materiais de apoio à visitação, como audioguias, recursos destinados à acessibilidade, como um mapa tátil, e reproduções de obras para manuseio. O investimento vai garantir também a produção de um livro sobre o Sítio, para que o visitante possa levar para casa como recordação.
Ainda em 2019, a casa principal onde morava Burle Marx receberá novo tratamento museográfico, possibilitando aos visitantes percorrer a casa livremente. O espaço vai ganhar nova iluminação, além de recursos visuais e sonoros, para garantir ao público uma nova experiência em contato com a casa.





















