MS está na oitava posição do índice de assassinatos de LGBT+ no Brasil, segundo dados do GGB
07/05/2019 15h12
Por: Câmara de Dourados
Em 2018, o Grupo Gay da Bahia (GGB), organização não governamental voltada para a defesa dos direitos dos homossexuais, contabilizou 420 mortes produzidas pela homolesbotransfobia em operação no Brasil. As regiões Centro-Oeste e Nordeste foram apontadas as mais violentas: uma média de 2,80 LGBT+ mortos por milhão de habitantes, 17,4% dessas mortes correspondem ao Mato Grosso do Sul. Este fato coloca o Estado na oitava posição do índice de assassinatos de LGBT+ no Brasil.
Tendo em vista este cenário, uma Audiência Pública de proposição do vereador Elias Ishy (PT) será realizada no dia 17 de maio, às 18h30, na Câmara Municipal, com o objetivo de refletir sobre os direitos da população LGBT+ que habita no município. As estatísticas, segundo a organização, devem ser lidas como índices de uma experiência que se repete em diferentes espaços, instituições e saberes, inclusive, nesta cidade.
Serão palestrantes as professoras doutoras, Simone Becker (Núcleo de Estudos de Diversidade de Gênero e Sexual da UFGD – NEDGS/UFGD) e Claudia Cristina Ferreira Carvalho (Núcleo de Estudos Afro-Brasileiro – NEAB/UFGD), além da ativista Cláudia Rosa de Assunpção (Associação de Gays, Lésbicas e Transgêneros de Dourados – AGLTD).
O relatório de Mortes Violentas da População LGBT no Brasil mostra que, desde 2001, houve aumento significativo no número de mortes causadas pela discriminação. Naquele ano, registraram-se 130 óbitos. Em 2008, foram 187. Já em 2017, atingiu-se 445 mortes. Um recorde desde o início da contagem há 39 anos.
Segundo os dados, a cada 20 horas um LGBT é morto ou comete suicídio no país. A maioria das mortes é de pessoas entre 18 a 25 anos, tornando como recordista no ranking de países que mais mata LGBTs no mundo. O relatório citou ainda que, segundo dados internacionais, são mortos mais LGBTs aqui do que em lugares onde existe pena de morte para homossexuais, como na África e Oriente Médio.
A audiência conta com o apoio da AGLTD; NEDGS/UFGD; NEABI/UFGD; Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas – NEABI/IFMS; Coletivo da Parada LGBT+ Dourados; Coletivo de Empoderamento Feminino; Centro de Estudo, Pesquisa e Extensão em Educação, Gênero, Raça Etnia -CEPEGRE/UEMS; Diretório Central de Estudantes -DCE/UFGD; Conselho Municipal da Juventude-CMJ; Conselho de Cultura e Colegiado do Audiovisual; Aliança Nacional LGBTI; Juventude LGBT.
O calendário oficial mostra os eventos até Parada LGBT+ de Dourados, resultado do esforço de uma coletividade de pessoas que desejam uma cidade mais justa em todos os sentidos, especialmente no que se refere ao acesso aos Direitos Humanos da comunidade.





















