Membros do PCC em Aquidauana planejavam entrar armados em eventos para mostrar poder de fogo

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Muro pichado pelo PCC (Foto: Feita por IA/Enfoque MS)

Uma quadrilha ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC) em Aquidauana foi denunciada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), após investigação revelar a existência de uma estrutura hierarquizada dedicada ao tráfico de drogas, demarcação de território e planejamento de crimes violentos. Todos os envolvidos tiveram a prisão preventiva decretada.

Segundo as informações, divulgadas nessa segunda-feira (26), a célula era liderada por um criminoso que exercia a função de “geral de disciplina”, sendo responsável por coordenar as ações do grupo nas ruas, manter o controle sobre os demais faccionados e aplicar sanções internas.

Além disso, o grupo faz parte da expansão chamada “Regional Pantanal”, subdivisão territorial do PCC criada entre 2018 e 2019, que abrangendo os municípios de Aquidauana, Anastácio, Miranda, Ladário, Corumbá e Porto Murtinho. Eles utilizavam rotas alternativas, como a “Estrada do 21”, para transportar entorpecentes da Bolívia, via Corumbá, em estepes de veículos.

A investigação começou a partir de pichações em locais públicos para reivindicar territórios, intimidar rivais e demonstrar a força organizacional no Estado. O grupo também planejava portar armas em eventos públicos de grande circulação, como exposições agropecuárias, para exibir o poder de fogo.

A peça acusatória foi recebida pela Justiça e a ação penal agora está em fase de instrução processual, que começa pelos depoimentos da acusação. Além do tráfico, os réus são apontados como participantes de “tribunais do crime”, justiçamentos de quem descumpre as regras da facção, normalmente acompanhados de tortura.

Um dos casos citados envolve a execução de um ex-membro da facção em Miranda, motivada por dívidas de drogas e pela migração da vítima para uma organização rival. Entre os denunciados está um integrante que, mesmo custodiado no sistema prisional, mantinha comunicação ativa com os comparsas externos.