MS cria 19,7 mil empregos formais em 2025, apesar de queda no fim do ano

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Saldo anual foi positivo, mas demissões no fim do ano reduziram ritmo de crescimento (Foto: PMCG)

Dados do Novo Caged mostram saldo positivo no acumulado, mas dezembro fechou com 11,2 mil vagas a menos

A economia de Mato Grosso do Sul fechou 2025 no azul, mas com freio puxado no fim do percurso. Dados do Novo Caged, divulgados nesta quinta-feira (29), mostram que o estado criou 19.756 empregos com carteira assinada ao longo do ano, resultado de 419.472 contratações e 399.716 demissões entre janeiro e dezembro.

Ao longo de quase todo o ano, o mercado de trabalho manteve trajetória positiva. De janeiro a outubro, o saldo acumulado chegou a 31.190 novas vagas, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). A virada veio em novembro, quando o estado registrou a primeira queda do ano, com saldo negativo de 1.024 postos, tendência que se intensificou em dezembro.

Setores que mais contrataram em 2025

No acumulado do ano, todos os grandes setores da economia sul-mato-grossense tiveram saldo positivo de empregos formais. A construção civil liderou a geração de vagas, seguida por serviços e indústria. Veja a distribuição:

  • Construção: 5.873
  • Serviços: 4.835
  • Indústria: 4.536
  • Comércio: 3.258
  • Agropecuária: 1.256

Entre os municípios, Campo Grande concentrou o maior número de novos postos formais em 2025, com saldo de 4.160 vagas. Na sequência aparecem Inocência (2.349), Dourados (1.859), São Gabriel do Oeste (1.341) e Três Lagoas (1.272).

Dezembro volta a fechar no vermelho

Apesar do desempenho positivo no ano, dezembro manteve o padrão histórico de demissões em Mato Grosso do Sul. O estado encerrou o mês com saldo negativo de 11.281 empregos, resultado de 22.087 admissões e 33.368 desligamentos.

Quase todos os setores fecharam o mês no vermelho, com exceção da construção civil. O pior desempenho foi registrado no setor de serviços, que reúne áreas como administração, alimentação, comunicação e informação.

Saldo de empregos em dezembro por setor:

  • Serviços: –5.341
  • Agropecuária: –1.557
  • Comércio: –1.249
  • Indústria: –1.192
  • Construção: +1.942

Campo Grande também sentiu o impacto do fim de ano e fechou dezembro com saldo negativo de 4.078 vagas, com 7.850 contratações e 11.928 demissões.

Cenário nacional

No Brasil, a geração de empregos formais perdeu ritmo em 2025, pressionada pelos juros elevados e pela desaceleração da economia. O país criou 1.279.498 vagas com carteira assinada no acumulado do ano — queda de 23,7% em relação a 2024.

Somente em dezembro, o saldo nacional foi negativo em 618.164 empregos, o pior resultado para o mês desde 2020, considerando a atual metodologia do Caged. Ainda assim, no acumulado do ano, todos os setores e regiões do país fecharam no positivo, com destaque para o setor de serviços.

O salário médio real de admissão em dezembro foi de R$ 2.303,78, com leve recuo em relação a novembro, mas alta de 2,55% na comparação com dezembro do ano anterior, já descontados os efeitos sazonais.