Valor mínimo é de R$ 600, e média do benefício chega a R$ 683,75 com adicionais para crianças, gestantes e nutrizes
O calendário de pagamentos do Bolsa Família avança nesta segunda-feira (23) e coloca dinheiro na conta de milhões de brasileiros. Beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) final 4 recebem hoje a parcela de março do programa, que mantém valor mínimo de R$ 600 e média nacional superior a R$ 680 após os adicionais incluídos pelo governo federal.
A Caixa Econômica Federal realiza o depósito seguindo o cronograma regular do programa. Neste mês, o Bolsa Família alcança 18,73 milhões de famílias em todo o país, com investimento total estimado em R$ 12,77 bilhões, segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.
Com os benefícios complementares, o valor médio pago às famílias chega a R$ 683,75. Além da parcela básica, o programa prevê três tipos de adicionais voltados principalmente à proteção da infância e da maternidade.
O Benefício Variável Familiar Nutriz garante seis parcelas de R$ 50 para mães de bebês de até seis meses, com o objetivo de reforçar a alimentação na primeira infância. Também há pagamento extra de R$ 50 para gestantes e mães que amamentam, além de R$ 50 adicionais por filho entre 7 e 18 anos. Famílias com crianças de até 6 anos recebem ainda um acréscimo de R$ 150 por criança.
No modelo tradicional, os repasses do Bolsa Família ocorrem nos últimos dez dias úteis de cada mês, conforme o final do NIS. Informações sobre valores, datas e composição do benefício podem ser consultadas pelo aplicativo Caixa Tem, utilizado para movimentar a conta poupança digital da Caixa.
Pagamento antecipado em cidades afetadas por desastres
Parte dos beneficiários recebeu o pagamento antecipadamente neste mês. Moradores de 171 municípios em nove estados tiveram acesso aos valores já no dia 18, independentemente do número final do NIS.
A medida contemplou 126 cidades do Rio Grande do Norte atingidas pela seca, além de municípios mineiros afetados por enchentes, como Juiz de Fora, Ubá, Patrocínio do Muriaé e Formiga. Também foram incluídas localidades do Amazonas, Bahia, Paraná, Piauí, Rio de Janeiro, Roraima e Sergipe.
Segundo o governo federal, a antecipação atende regiões impactadas por eventos climáticos extremos ou que possuem populações indígenas em situação de maior vulnerabilidade social. A lista completa dos municípios está disponível no site do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.
Mudança no Seguro Defeso
Desde 2024, beneficiários do Bolsa Família deixaram de ter desconto relacionado ao Seguro Defeso, benefício pago a pescadores artesanais durante o período da piracema, quando a pesca é proibida para preservação das espécies.
A alteração foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que retomou oficialmente o Programa Bolsa Família.
Regra de proteção
Em março, cerca de 2,35 milhões de famílias permanecem enquadradas na chamada regra de proteção. O mecanismo permite que famílias que aumentaram a renda após conseguir emprego continuem recebendo 50% do benefício por um período determinado.
Para permanecer na regra, cada integrante deve receber até meio salário mínimo. Neste mês, o valor médio pago a esse grupo é de R$ 368,97.
O tempo máximo de permanência foi reduzido de dois anos para um ano em 2025, mas a mudança vale apenas para famílias que ingressaram na regra de proteção a partir de junho daquele ano. Quem entrou antes mantém o prazo anterior de dois anos.














