Polícia identifica corpos encontrados no Inferninho e acha veículo de uma delas

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Viatura da DHPP (Foto: Divulgação)

A Polícia Civil descartou a possibilidade de feminicídio no caso de uma mulher encontrada morta com a marca de um tiro na testa na estrada de acesso à Cachoeira do Inferninho, em Campo Grande, na terça-feira (24). Também foi confirmado que não há relação com outro crime registrado naquela região, no sábado (22), quando o corpo de um homem com tornozeleira eletrônica foi achado por praticantes de rapel.

Na atualização de ambos os crimes, a Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) disse que conseguiu a identificação das vítimas por meio do Instituto Médico Odontológico Legal (IMOL), sendo o homem chamado Guilherme, de 29 anos e com histórico criminal, e a mulher Giovana, de 51 anos.

Nessa quarta (25), o veículo pertencente à mulher foi localizado abandonado no bairro Jardim Colômbia, nas proximidades da saída de Cuiabá, com vestígios de sangue. Também descobriu-se que uma amiga registrou um boletim de desaparecimento um dia antes de o corpo ser encontrado desovado no Inferninho.

Polícia identifica corpos encontrados no Inferninho e acha veículo de uma delas
Foto: PCMS

Também foram apreendidos no automóvel uma pá, que estava guardada no porta-malas, e um projétil de arma de fogo, possivelmente usado na execução. O caso, que inicialmente estava sendo investigado pela 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (1ª DEAM), ficará a cargo da DHPP.

Sobre a morte de Guilherme, a investigação aguarda autorização judicial para ter acesso ao histórico de monitoramento da tornozeleira eletrônica, o que permitirá o avanço das apurações. Não está descartada a possibilidade de se tratar de um acerto de contas e tortura pelo chamado Tribunal do PCC, já que o corpo tinha cortes nas mãos e marcas no pescoço.