Estado registra baixa participação em cargos eletivos e no Legislativo
Elas são maioria na população, mas seguem minoria nas decisões políticas: levantamento mostra que a presença feminina ainda é reduzida nos principais espaços de poder no Brasil — e em Mato Grosso do Sul os números são ainda mais baixos.
Os dados fazem parte de um estudo do Observatório da Cidadania de Mato Grosso do Sul, que reuniu informações de diferentes esferas, com base em indicadores do IBGE, do Congresso Nacional e de organismos internacionais.
No cenário nacional, as mulheres representam 51,5% da população brasileira, mas ocupam apenas 17,8% das cadeiras no Congresso. No Senado, são 16 senadoras entre 81 parlamentares, o equivalente a 19,8%. Já na Câmara dos Deputados, a participação feminina é de 17,5%, com 90 deputadas em um total de 513 vagas.

Mato Grosso do Sul abaixo da média
Em Mato Grosso do Sul, a presença feminina na política é ainda menor. Na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, apenas 3 das 24 cadeiras são ocupadas por mulheres, o que representa 12,5%.
Na bancada federal do estado, há apenas uma deputada entre os oito representantes, também equivalente a 12,5%.
Nos municípios, a participação varia conforme o cargo. As mulheres comandam 13 das 79 prefeituras (16,5%) e ocupam 19 vice-prefeituras (20,3%). Já nas câmaras municipais, são 181 vereadoras entre 849 parlamentares, o que corresponde a 21,3% das cadeiras.

Cenário internacional
No mundo, a presença feminina também ainda é desigual, mas superior à brasileira. Segundo relatório da ONU Mulheres e da União Interparlamentar, mulheres ocupam 27,5% das cadeiras parlamentares e 22,4% dos cargos ministeriais.
Atualmente, 28 países têm mulheres como chefes de Estado ou de governo. No ranking global de representação feminina nos parlamentos, que analisa 184 países, o Brasil aparece na 139ª posição — atrás do Cazaquistão e à frente da Geórgia. O topo da lista é ocupado por Ruanda, enquanto o Iêmen aparece na última colocação.

Regras e participação
No Brasil, a legislação eleitoral determina que partidos devem respeitar o mínimo de 30% e o máximo de 70% de candidaturas de cada gênero, conforme a Lei nº 9.504/1997.
Além do levantamento, o Observatório disponibiliza o Painel Cidadania em Números, uma plataforma gratuita com dados sobre população, economia, educação e também indicadores políticos de Mato Grosso do Sul e seus 79 municípios.
O sistema reúne informações sobre eleições recentes, como número de eleitores, abstenções, candidatos e gestores eleitos, com o objetivo de ampliar o acesso à informação e incentivar a participação cidadã.











