Senador afirmou que pretende articular anistia a condenados pelos atos de 8 de janeiro
Em uma agenda marcada por declarações sobre anistia a condenados pelos atos de 8 de janeiro e críticas ao cenário político atual, o senador Flávio Bolsonaro afirmou neste sábado (11) que, se eleito presidente, pretende levar seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, de volta ao Palácio do Planalto em 2027, junto a pessoas que ele classificou como “perseguidas”.
A declaração foi dada em entrevista a jornalistas em Porto Alegre. Segundo Flávio, a proposta envolveria iniciativas em discussão no Congresso Nacional relacionadas aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.
“Se Deus permitir, nós vamos vencer essa eleição no 1º turno. Há projetos tramitando no Congresso Nacional. Não é uma anistia, mas é zerar o jogo de verdade, para fazer justiça não só ao presidente Bolsonaro, mas à Débora do Batom”, afirmou o senador, em referência a Débora Rodrigues dos Santos, sentenciada a 14 anos de prisão.
Flávio Bolsonaro também afirmou que a eventual medida dependeria de articulação no Legislativo. “O Congresso entende isso, só que uma parte dele ainda tem um certo medo de votar um projeto como esse. Porque claramente não é inconstitucional. A anistia é de competência exclusiva do Congresso Nacional”, disse.
Em outro momento, o senador afirmou acreditar que o tema da anistia ganharia força após as eleições. “Não apenas o presidente Bolsonaro, mas todas as pessoas que foram perseguidas vão subir a rampa junto com a gente em janeiro do ano que vem”, declarou.
O parlamentar está em Porto Alegre para o lançamento da pré-candidatura do deputado federal Zucco ao governo do Rio Grande do Sul. No evento, também participou de encontros políticos com aliados e declarou apoio a outras pré-candidaturas no estado.
As declarações ocorrem em meio às articulações do campo político de oposição para as eleições de 2026 e às discussões no Congresso sobre projetos relacionados aos condenados pelos atos de 8 de janeiro.




















