Ave-fantasma aparece no camelódromo e surpreende comerciantes e clientes

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(Foto: Reprodução)

Urutau pousou em banca de capinhas de celular e logo depois voou para parte alta do prédio

Um visitante inesperado chamou atenção de comerciantes e clientes no Camelódromo Municipal de Campo Grande na manhã desta segunda-feira (13): um urutau (Nyctibius griseus), ave conhecida popularmente como “ave-fantasma” ou mãe-da-lua, apareceu entre as bancas e acabou pousando sobre um suporte de capinhas de celular.

A cena foi registrada e compartilhada nas redes sociais pelo perfil Campo Grande Mil Fita 67. No vídeo, o animal aparece imóvel sobre a estrutura metálica, enquanto um vendedor observa surpreso a presença da ave no local. Em meio à curiosidade, ele chega a corrigir quem confundia o animal com uma coruja: “É um urutau”.

Poucos segundos depois, a ave levanta voo e se desloca para uma parte mais alta do prédio, encerrando a aparição inesperada no centro comercial.

Veja o vídeo:

Hábitos e curiosidades da espécie

O urutau é uma ave de hábitos noturnos conhecida pela camuflagem quase perfeita, que faz com que pareça um tronco seco quando está parada, ajudando a passar despercebida por predadores e humanos.

Insetívoro, o animal se alimenta principalmente de insetos durante o voo e possui características físicas curiosas, como fendas nas pálpebras que permitem enxergar mesmo com os olhos parcialmente fechados.

A espécie também é cercada por lendas e histórias populares em diferentes regiões do país. Uma das versões associa seu canto a um suposto “choro” de bebê abandonado na floresta. Outra narrativa envolve uma jovem indígena que, impedida de viver um amor, teria se transformado na ave.

O nome “mãe-da-lua” também está ligado a essas tradições, embora especialistas expliquem que não há comprovação científica para as histórias.

Encontrado em diferentes biomas da América do Sul e parte da América Central, como Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica, o urutau não é considerado uma espécie ameaçada e raramente é alvo de tráfico, já que não se adapta ao cativeiro.