Exposição resgata legado de Lídia Baís com documento histórico inédito

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Casa Amarela transforma Semana dos Museus em mês dedicado a Lídia Baís (Foto: Divulgação)

Programação na Casa Amarela marca aniversário da artista e segue até maio

Entre páginas raras, memórias e experiências sensoriais, a história de uma das artistas mais marcantes de Mato Grosso do Sul ganha novo fôlego em Campo Grande. A Casa Amarela abre, na próxima quarta-feira (22), o projeto “Pontes Imaginárias: Lídia Baís e a arte de unir mundos”, em celebração aos 126 anos de nascimento da artista.

A iniciativa integra a programação da Semana Nacional dos Museus, que neste ano tem como tema “Museus unindo um mundo dividido”. Na Casa Amarela, no entanto, a proposta foi ampliada: as atividades seguem até 23 de maio, transformando a semana em um mês inteiro de programação cultural.

O principal destaque da abertura será a apresentação pública, às 18h, de um documento histórico: o catálogo original da única exposição realizada por Lídia Baís em vida. A peça, considerada rara, teria sido produzida entre as décadas de 1930 e 1935 e nunca havia sido exibida dessa forma ao público.

Segundo a idealizadora do projeto, Tatiana De Conto, o material revela não apenas a produção artística da pintora, mas também aspectos da cena cultural da época. “O público encontra não apenas a estética de Lídia, mas a história viva de Campo Grande refletida ali”, afirma.

A abertura também contará com o sarau “Unindo Mundos”, realizado em parceria com a Associação de Arteterapia do Estado de Mato Grosso do Sul, em alusão ao Dia do Arteterapeuta.

Exposição resgata legado de Lídia Baís com documento histórico inédito

Programação ampliada

Ao longo do mês, a agenda inclui oficinas de arteterapia conduzidas por Tatiana De Conto, nos dias 6, 13 e 22 de maio. As atividades são baseadas no livro “Lídia Baís, uma mulher à frente de seu tempo”, lançado em 2023, e propõem experiências criativas a partir de escrita, costura e assemblagem.

De acordo com o artista Guido Drummond, gestor da Casa Amarela, a decisão de estender a programação busca aprofundar o contato do público com a obra da artista. “Uma semana seria pouco para explorar a potência de Lídia Baís”, explica.

Espaço de memória e identidade

Exposição resgata legado de Lídia Baís com documento histórico inédito

Desde 2017, a Casa Amarela funciona como Museu de Arte Urbana (MUAU), consolidando-se como um espaço voltado à valorização da cultura local e das narrativas urbanas. A proposta vai além da exposição de obras, promovendo experiências que conectam arte, território e identidade.

A programação será encerrada no dia 23 de maio, com a exibição de documentários sobre o Complexo Ferroviário de Campo Grande.

Serviço

“Pontes Imaginárias: Lídia Baís e a arte de unir mundos”
📍 Casa Amarela – Rua dos Ferroviários, 118 – Centro, Campo Grande

22 de abril (quarta-feira)

  • Abertura da exposição (18h)
  • Sarau “Unindo Mundos”

6, 13 e 22 de maio

  • Oficinas de arteterapia

23 de maio

  • Exibição de documentários

As inscrições para as oficinas podem ser feitas via WhatsApp pelo número (67) 9 9189-7034.