Militar está na Santa Casa sob custódia e passa por protocolo de morte encefálica
Entre decisões judiciais e um quadro clínico considerado gravíssimo, a Justiça autorizou que familiares visitem o subtenente da reserva da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, internado sob custódia após ser apontado como autor de uma tentativa de feminicídio em Campo Grande.
A decisão foi proferida pelo juiz Aluízio Pereira dos Santos, que atendeu ao pedido da família de Charles Cano da Mota, de 56 anos. O militar está internado na Santa Casa de Campo Grande desde segunda-feira (13), após atirar contra a companheira e, em seguida, disparar contra si.
Na decisão, o magistrado destacou a urgência da situação, considerando o estado de saúde do paciente, que passa por protocolo para constatação de morte encefálica. Com isso, determinou a imediata comunicação ao hospital, à Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) e à Polícia Militar para garantir o acesso dos familiares.
Segundo apuração, os parentes não conseguiam realizar visitas desde a internação, já que o policial permanece sob custódia. O pedido judicial foi apresentado justamente para assegurar o direito de visita diante do agravamento do quadro clínico.
O caso é investigado pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher como tentativa de feminicídio. O crime ocorreu no bairro Jardim Colúmbia, quando a mulher, de 47 anos, foi atingida por disparos e conseguiu fugir mesmo ferida, pulando muros e buscando ajuda em um comércio próximo.
Ela foi socorrida e encaminhada para atendimento médico, sem risco de morte, conforme informações iniciais.
O subtenente, conhecido entre colegas como “Sub Mota”, segue internado sob escolta policial. Nos bastidores da corporação, há avaliação de que o quadro clínico é irreversível, embora o estado de saúde continue sendo acompanhado pelas equipes médicas.



















