A Copa do Mundo de 2026 começa no dia 11 de junho de 2026, com a partida de abertura no Estádio Azteca, na Cidade do México
Há um mês do início da Copa do Mundo de 2026, a Fifa já projeta um dos torneios mais ambiciosos da história do futebol. A edição, que será disputada entre 11 de junho e 19 de julho nos Estados Unidos, Canadá e México, reúne números que chamam atenção: mais seleções, mais jogos, mais estádios e uma expectativa recorde de público e receita.
Ao todo, 48 seleções vão disputar o Mundial — a primeira vez na história com esse formato ampliado. A mudança foi aprovada em 2023 pelo Conselho da Fifa e aumenta o torneio de 32 para 48 equipes, distribuídas em 12 grupos com quatro seleções cada. A última expansão havia ocorrido em 1998, quando o Mundial passou de 24 para 32 participantes.
Com o novo modelo, a Copa também ganhará mais partidas: serão 104 jogos no total, 40 a mais do que no Catar, em 2022. Além da fase de grupos ampliada, foi criada uma nova etapa eliminatória, a fase de 32 avos de final — antes, o mata-mata começava nas oitavas.
Esta será a 23ª edição da Copa do Mundo, disputada desde 1930. O Brasil segue como o maior campeão da história, com cinco títulos, seguido por Alemanha e Itália, com quatro conquistas cada.
Outro dado que reforça a dimensão do evento é a expectativa de público. A Fifa colocou cerca de 7 milhões de ingressos à venda, com projeção de superar o recorde histórico de 3,5 milhões vendidos na edição de 1994, também realizada nos Estados Unidos.
Os jogos serão distribuídos em 16 estádios espalhados pelos três países-sede — número que representa o dobro da Copa do Catar e quatro a mais do que na Rússia, em 2018.
A arbitragem também terá presença histórica feminina. A americana Tori Penso e a mexicana Katia García estão entre os 52 árbitros principais selecionados, que representarão todas as seis confederações do futebol mundial.
Se por um lado o espetáculo cresce, por outro os custos também chamam atenção. O ingresso mais barato divulgado tem valor inicial de US$ 60 (cerca de R$ 293), acima do previsto no dossiê de candidatura, que estimava entradas a partir de US$ 21 (R$ 102). Em muitos jogos, porém, os valores chegaram a centenas ou até milhares de dólares, dependendo da fase da venda.
Na plataforma oficial de revenda, casos extremos também ganharam repercussão, como um ingresso para a final listado por US$ 2 milhões (cerca de R$ 9,7 milhões), evidenciando a alta demanda pelo evento.
No total, a Fifa prevê distribuir US$ 871 milhões em premiações entre as seleções participantes — mais que o dobro do valor pago no Catar. A seleção campeã deve receber US$ 50 milhões (aproximadamente R$ 244 milhões), o maior prêmio já oferecido na história do torneio.





















