Durante a sessão ordinária desta quinta-feira (14), usaram o espaço da Tribuna, na Câmara Municipal de Campo Grande, as representantes da Associação de Apoio às Pessoas com Fibromialgia em Processo de Formalização (Fibrovida), Eliete Oliveira do Amaral e Sandra Fernandes da Silva. Elas falaram sobre os direitos e as políticas públicas destinadas às pessoas acometidas pela síndrome da fibromialgia.
Durante o seu discurso, Eliete Oliveira do Amaral destacou como o espaço da Tribuna dá voz à realidade de pessoas que são invisibilizadas na sociedade. “Essa tribuna dá voz a uma realidade que foi, por muito tempo, invisibilizada. Estamos falando de cidadãos que vivem com dor crônica, fadiga, limitações físicas e emocionais e que, mesmo assim, encontram dificuldade no cuidado básico da saúde”, ressaltou.
A fibromialgia é uma condição neurológica crônica caracterizada por dor generalizada em músculos, tendões e articulações, acompanhada de fadiga, rigidez muscular, distúrbios do sono, dor de cabeça e dificuldades de memória e concentração.
Eliete citou o amparo dessa condição crônica em lei federal, mas afirmou que não há garantia de efetividade na prática. “Fibromialgia não é falta de força, não é exagero. Inclusive, é reconhecida por legislação federal, a 14.705/23, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Fibromialgia. Apesar do avanço nas leis, a comunidade ainda luta pela efetivação desses direitos na prática”, afirmou.
Durante a participação na Tribuna, os vereadores assinaram um documento entregue pelas representantes da Fibrovida, de compromisso público com medidas concretas para garantir os direitos da pessoa acometida pela fibromialgia.
O convite para o tema na Tribuna foi feito pela vereadora Luiza Ribeiro, que avaliou a participação das representantes como um processo de construção de políticas públicas. “Esse espaço atinge muitas pessoas. Vocês vão levar daqui o compromisso formal de defendermos todas as políticas que já estão consagradas e outras que precisamos organizar para fazer a defesa da pessoa com fibromialgia. Quem tem dor tem pressa”, encerrou.





















