Em ano eleitoral, ALEMS terá mudança na composição: sai Neno Razuk e entra João César Mattogrosso

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João César Mattogrosso (Foto: Assessoria)

Faltando pouco mais de seis meses para o fim do mandato, o deputado estadual Neno Razuk (PL) perdeu a sua cadeira na Assembleia Legislativa. A vaga será ocupada por João César Mattogrosso (PSDB), que retorna ao parlamento.

A mudança acontece em função da perda dos votos da ex-candidata a deputada estadual pelo PL, Raquelle Trutis. Ela e seu ex-marido Loester Trutis foram condenados por lavagem de dinheiro praticada nas eleições de 2022.

Em ano eleitoral, ALEMS terá mudança na composição: sai Neno Razuk e entra João César Mattogrosso
Tio Trutis e Raquelle (Foto: Redes Sociais)

A decisão foi tomada pelos ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Carmen Lúcia, Nunes Marques, André Mendonça, Ricardo Villas Bôas Cueva, Estela Aranha e Floriano de Azevedo Marques, e não cabe mais recurso.

Diante disso, os votos somados pela Raquelle foram excluídos e o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE/MS) precisou fazer a recontagem total, procedimento que ocorreu na manhã dessa quinta-feira (21).

Naquele pleito, o PL totalizou 132.945 votos, sendo 10.782 da candidata Raquelle. Com a exclusão, a legenda ficou com 122.163 votos. O PSDB, por sua vez, somou 293.036 votos, obtendo o direito à vaga que era do PL na ALEMS.

Em ano eleitoral, ALEMS terá mudança na composição: sai Neno Razuk e entra João César Mattogrosso
Neno Razuk (Foto: Assessoria)

Essa vaga atualmente é ocupada pelo deputado Neno Razuk e, com a mudança, será repassada ao suplente João César Mattogrosso, atual diretor-adjunto do Detran/MS, que em 2022 obteve 11.650 votos. Razuk somou 17.023 votos.

O político renunciou ao mandato de vereador da Capital em fevereiro de 2023 para ser deputado no lugar de Pedro Caravina (PSDB), que então tinha sido nomeado para a Secretaria Estadual de Governo, mas um ano depois deixou a pasta e retornou para ALEMS, obrigando Mattogrosso a sair. Desde então, ele está como diretor-adjunto do Detran.

Tio Trutis também teve seus votos anulados para deputado federal. Ele somou 21.784, porém, mesmo com a exclusão da totalização, não acontecerá nenhuma alteração na distribuição das vagas, mantendo os atuais oito deputados federais.

Tio Trutis e Raquelle foram condenados porque, segundo a Justiça Eleitoral, receberam R$ 2,026 milhões para a campanha eleitoral e embolsaram R$ 776 mil deste total por meio de duas empresas fantasmas.