
Filme “Dark Horse” estreia em setembro e retrata atentado em Juiz de Fora como ponto central da trama
A cinebiografia “Dark Horse”, inspirada na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro, deve chegar aos cinemas em 11 de setembro deste ano apostando em uma narrativa que retrata o político como um candidato improvável que surpreende o sistema nas eleições de 2018. O título escolhido pela produção faz referência à expressão em inglês usada para definir alguém desacreditado que conquista uma vitória inesperada.
O filme é descrito como um drama biográfico e acompanha momentos centrais da campanha presidencial de 2018, incluindo o atentado à faca sofrido por Bolsonaro em Juiz de Fora, em Minas Gerais. No roteiro, o episódio aparece como um ponto decisivo da trama e marca a virada na trajetória do então candidato.
A produção também aborda o período de recuperação hospitalar, os debates eleitorais e a relação de Bolsonaro com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. A narrativa utiliza flashbacks para revisitar passagens da vida do ex-presidente ainda nos anos 1980, quando atuava como militar.
Filme mistura personagens reais e fictícios
O roteiro, ao qual a reportagem teve acesso, combina figuras políticas reais com personagens fictícios. O principal antagonista é Paulo Pontes, conhecido como “Cicatriz”, interpretado pelo ator Esai Morales.
Segundo a trama, o personagem seria um ex-marxista e traficante preso por Bolsonaro em 1985. Anos depois, ele retorna ao Brasil como empresário corrupto em busca de vingança. O roteiro ainda descreve tentativas fictícias de assassinato após o atentado em Juiz de Fora, incluindo cenas de invasões ao hospital onde Bolsonaro estaria internado.
O ator Jim Caviezel, conhecido por filmes como “A Paixão de Cristo”, interpreta Bolsonaro na produção e foi o primeiro a divulgar a data prevista de estreia nas redes sociais.
Além dele, o elenco reúne nomes brasileiros e internacionais, como Sergio Barreto no papel de Carlos Bolsonaro, Camille Guaty como Michelle Bolsonaro, Edward Finlay interpretando Eduardo Bolsonaro e Marcus Ornellas vivendo Flávio Bolsonaro.
Roteiro inclui referências ao STF
Na reta final, o longa mostra a eleição presidencial de 2018 e apresenta um juiz da Suprema Corte retratado de forma conspiratória e alinhada aos vilões da trama. Em uma das cenas descritas no roteiro, personagens influentes acompanham a posse presidencial pela televisão enquanto discutem ações nos bastidores do poder.
O filme é inspirado no texto “Capitão do Povo”, escrito por Mario Frias. A produção executiva é assinada por Eduardo Verástegui, conhecido internacionalmente pelo filme Sound of Freedom.
No Brasil, a produção está sob responsabilidade da GoUp Entertainment. As gravações começaram em setembro de 2025 e tiveram como uma das primeiras locações o Hospital Indianópolis, em São Paulo.
Filmado integralmente em inglês, “Dark Horse” foi desenvolvido com foco no mercado internacional e busca ampliar o alcance da narrativa sobre a trajetória política de Bolsonaro fora do Brasil.











